Sobre a Ferrari

Eu não gosto da Ferrari e ponto final.

A grande maioria das pessoas que me conhecem sabem o quanto eu sou fã da Fórmula 1. E sabem, também, que eu sou um cara difícil de lidar, com uma visão muito particular das coisas, e não muito afeito a ser imparcial, frio ou sensato, quando o assunto é qualquer coisa que eu goste de verdade.

E todos sabem o quanto essa característica minha fica exacerbada quando o assunto é Fórmula 1. Todos sabem que eu nunca gostei da Ferrari, mesmo quando era moda (eu acho que ainda é) ser ferrarista. Todos sabem a minha opinião sobre a maneira que a escuderia italiana age, minha opinião sobre Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Felipe Massa e outras coisas ligadas a Maranello.

O fato é que, o que a Ferrari fez hoje com Felipe Massa, é o mesmo que fez com Rubens Barrichello (quero ver as “massetes” falarem agora…), ou com Eddie Irvine, Jean Alesi, Gerard Berger, Didier Pironi, Gilles Villeneuve, e tantos outros.

Não questiono o fato da ordem de troca de posições em si. As minhas amadas McLaren, Williams e Lotus, também já fizeram isso várias vezes. Todos os times fazem, sem exceção. Eu concordo com o que disse Flávio Gomes em seu ótimo blog: quando é uma disputa por título, é algo que todos aceitam, acham normal e válido. Mas uma situação de uma corrida “normal” é outra coisa. Não havia necessidade de a Ferrari fazer o que fez (exatamente como na Áustria em 2002), não havia um título em jogo, naquele momento. Cabe aos pilotos aceitarem, ou não, a ordem. É como eu disse, não é o fato em si, mas a maneira, a circunstância em que ele ocorreu.

Mas não é só por isso que eu não gosto da Ferrari. Muito do que a Fórmula 1 criou de soluções inovadoras e interessantes, foi “puxado para trás” pela equipe, pelo simples fato de que ela sempre se achou dona da categoria, e, quando as coisas vão contra seus interesses, ela sempre dá um jeito de acabar com a festa. Tudo, desde o motor central até o efeito solo, passando pelos chassis monocoque, aerodinâmica, pneus slick, motores turbo, foi veementemente combatido pela Ferrari. O que ela não conseguiu banir teve que aceitar por medidas circunstanciais, já que eram casos de evolução natural do esporte. E quando a equipe de Maranello apareceu com inovações foram coisas feitas exclusivamente para transformar a Fórmula 1 nesse esporte pasteurizado que é hoje.

Obviamente, não vou me furtar de falar de grandes pilotos que passaram pela escuderia (mesmo aqueles que se tornaram “patrimônio” da equipe), como Giuseppe Farina, Phil Hill, Niki Lauda, Gilles Villeneuve, Jody Scheckter, Alain Prost e outros. Mas vocês não verão nada sobre a Ferrari, além de seu nome citado quando for estritamente necessário.

Que me desculpem os ferraristas, mas eu realmente não gosto da Ferrari.

Um dos principais personagens dessa história toda

A imagem do que é a Ferrari

O Cléber Machado já diz tudo….

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