Resumão da Temporada 2013

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Conforme prometido, eis o texto com as minhas impressões sobre a temporada de 2013 da Fórmula 1.

É, eu prometi há quase dois meses, lá no Facebook, tá um pouco tarde pra isso, mas promessa é dívida.

Para que a coisa fique mais fácil, eu resolvi dividir o texto em tópicos, abordando cada equipe individualmente. Não vou falar do desempenho em nenhuma corrida específica, só um apanhado geral de como as coisas têm se desenvolvido até aqui. Então, vamos lá:

Red Bull: A equipe austríaca ainda é a maior força da categoria, mas, mesmo com as quatro vitórias de Vettel no ano, a coisa não tem sido tão fácil como já foi antes. Apesar dos quase 70 pontos que separam a Red Bull da Mercedes, segunda colocada, eu acredito que no final do campeonato, a diferença será menor. Não acho que eles percam o mundial de construtores, nem que Vettel não chegue ao tetracampeonato, mas não vai ser fácil.
Vettel lidera o campeonato com 34 pontos de vantagem para Alonso e 41 pontos na frente de Räikkönen, o que não é uma vantagem tão confortável assim a essa altura do campeonato, principalmente para um piloto que já venceu quatro vezes. Mark Webber vem fazendo uma temporada discreta, com 3 pódios, que é pouco, considerando o carro que tem nas mãos. Se bem que o australiano não deve estar muito preocupado, já que seu contrato vence ao fim do ano, e ele já acertou com a Porsche para correr no WEC, em 2014. A vaga aberta pela saída de Webber é alvo de especulação desde que ele anunciou sua saída da categoria, com gente apontando Jean-Éric Vergne e Kimi Räikkönen como prováveis substitutos do canguru.

Ferrari: Pros lados de Maranello, a coisa não tem sido como planejado. Alonso já venceu duas vezes, está na vice-liderança, mas a equipe está atrás da Mercedes, em terceiro lugar, no mundial de construtores, muito em parte pelo desempenho de Felipe Massa que, se tem sido mais consistente do que foi em 2012, marcando pontos na maioria das coridas, poderia estar fazendo mais. E falando nisso, mais uma vez já está aberta a temporada de boataria sobre o futuro do brasileiro na Fórmula 1, com parte da imprensa já especulando quem vai ficar com a vaga dele na Ferrari. Apesar do bom desempenho em corridas, principalmente do espanhol, a Ferrari ainda não conseguiu uma pole position nesse ano, o que mostra que o carro não é tão veloz e que precisa melhorar ainda.

McLaren: Alguém sabe explicar o que anda acontecendo nos lados de Woking? Sinceramente, eu não vejo a McLaren tão mal desse jeito desde 1994, com aqueles motores Peugeot nojentos, e aquela carroça que era o MP4/9. E mesmo naquele ano, eles não começaram tão mal quanto em 2013. Com nenhuma pole, nenhuma vitória e nenhum pódio, a equipe ocupa o sexto lugar no mundial de construtores, atrás da Force India. Jenson Button está em décimo e Sérgio Pérez em décimo segundo no mundial de pilotos. O desempenho é tão pífio, que a equipe já desistiu do desenvolvimento do carro de 2013, e começou a trabalhar no carro de 2014, tudo isso antes da metade da temporada.

Lotus: A Lotus começou o ano vencendo com Räikkönen na Austrália, e deu a impressão de que viria para brigar mais intensamente com Red Bull e Ferrari, mas não conseguiu, ainda, se firmar nesse sentido. Não que o desempenho do time de Enstone não seja bom, pelo contrário, a equipe tem mantido uma boa regularidade, notadamente com o Iceman que, além da vitória na abertura da temporada, teve quatro segundos lugares, pontuou em todas as etapas até aqui e ocupa a terceira posição na tabela. O que eu quero dizer é que falta encontrar, novamente, o caminho das vitórias. A Lotus poderia estar em um lugar melhor no mundial de construtores se Romain Grosjean se inspirasse em seu companheiro e fosse mais regular. O franco-suíço tem dois pódios, mas já abandonou duas corridas, e chegou lá atrás em outras duas. Se Kimi reencontrar as vitórias e Grosjean conseguir ser mais regular, a Lotus tem total condição de brigar pelo título, com Kimi tendo chances reais de ser campeão. Só falta acertar um pouco a estratégia e o trabalho de boxes. Carro e piloto para isso, a equipe tem.

Mercedes: Pode se dizer que a equipe germânica é a grande surpresa de 2013. Depois de três temporadas com desempenho medíocre, as flechas de prata finalmente começaram a ter um desempenho digno da sua tradição. São duas vitórias, ambas de Nico Rosberg e impressionantes seis poles, sendo quatro de Rosberg e duas de Hamilton. O britânico ocupa a quarta posição e o alemão a sexta, entre os pilotos. Embora Rosberg tenha sido o responsável pelas duas vitórias do time, Hamilton tem sido mais regular, com três pódios e pontuando em oito provas, contra sete de seu companheiro, o que resulta na diferença de 15 pontos entre eles. Diferença pequena, se considerarmos que esses 15 pontos equivalem a um terceiro lugar. Ou seja, é a equipe com o maior equilíbrio entre seus pilotos. Bom, não se pode falar da Mercedes sem citar o teste secreto de pneus, onde o time usou o carro dessa temporada, o que é proibido pelo regulamento. Apesar de toda a polêmica, não aconteceu nada ao time, apenas uma repreensão por parte da FIA. De qualquer forma, o bom desempenho do time garante a segunda posição no mundial de construtores, até aqui.

Sauber: A equipe suíça, que foi a sensação de 2012, não conseguiu manter o desempenho nesse ano. Com apenas 7 pontos marcados, ocupa a oitava posição do mundial, 17 pontos atrás da Toro Rosso. Nesse caso, 17 pontos é uma diferença significativa, já que estamos falando de equipes médias, que não vão com tanta frequência à zona de pontuação. Nico Hülkenberg fez um dos piores negócios de sua vida, ao sair da Force India e ir para a Sauber, apostando no crescimento do time, já que sua antiga equipe está numa situação bem melhor esse ano. Esteban Gutiérrez ainda não mostrou ao que veio. O mexicano não conseguiu marcar nenhum ponto na temporada e já se envolveu em acidentes, além de ter um desempenho bem ruim em treinos.

Force India: Já o time indiano teve uma sensível melhora em 2013. Paul di Resta tem sido bem regular, marcando pontos em sete provas até aqui, o que o coloca em nono no campeonato, à frente de Jenson Button. Adrian Sutil vem mostrando que o tempo em que ficou parado não o afetou tanto assim. Mesmo não tendo um desempenho tão consistente quanto o do companheiro, o piloto alemão vem fazendo uma temporada bem honesta até aqui. O time está em quinto lugar, à frente da poderosa McLaren, e parece que vai conseguir se manter nessa posição, já que o pessoal de Woking já desistiu de 2013.

Williams: O pessoal de Grove também não tem muito que comemorar. Depois de nove etapas, o time continua zerado, e já aconteceu de Pastor Maldonado largar atrás de um carro da Caterham. Não que a Williams esteja correndo o risco de terminar atrás das duas nanicas, mas a situação é extremamente preocupante.

Toro Rosso: A filial da Red Bull deu uma melhoradinha, também, em 2013, conseguindo chegar um pouco mais nos pontos, do que na mesma altura do campeonato, em 2012. A dupla é a mesma do ano passado, ambos os pilotos vêm demonstrando evolução, e cada vez mais, o nome de Jean-Éric Vergne vem sendo cogitado para a “promoção” ao time principal.

Caterham e Marussia: Resolvi falar das duas nanicas juntas. É difícil falar delas… A Marussia teve uma melhora em relação à sua “rival”. Não diria tanto pelo carro em si, mas pelo desempenho dos seus pilotos. A dupla da Caterham é fraquinha demais, o tal do Van Der Garde é muito ruim, assim como no caso da Marussia, aquele Max Chilton, também, não vale grande coisa. O grande diferencial tem sido Jules Bianchi, que parece ser um piloto realmente promissor. No mais, tudo como sempre foi, as duas continuam brigando pra ver quem não é a pior equipe da Fórmula 1, e só.

Eu não poderia concluir esse texto sem falar na grande estrela da temporada: os pneus. Essa coisa vem se arrastando dede que a Pirelli passou a fornecer pneus para a categoria, atendendo ao pedido de fazer pneus que se desgastam com mais facilidade. Mas a coisa chegou a um ponto absurdo em 2013. O que se viu até aqui, principalmente em Silverstone, beira a irresponsabilidade. O festival de pneus estourados no GP britânico foi a gota d’água nessa situação, e a partir do GP da Hungria, serão adotados os novos pneus testados em Silverstone, no “teste de novatos”.

Esse é o resumo do que eu entendo, até aqui, da temporada de 2013. A partir de agora, eu vou tentar manter o blog atualizado em relação à temporada. Vamos ver como isso vai terminar.

PS: Aquela pesquisa ainda está no ar, quem não respondeu ainda, por favor, responda aqui. Me ajudem a melhorar o SF1T para vocês.

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