Top Alguma Coisa – Schumacher

Voltando das férias!

Eu relutei muito antes de fazer essa postagem, afinal, eu nunca fui fã de Michael Schumacher, muito pelo contrário. Na verdade, eu sempre torci contra o alemão queixudo, principalmente na época da sua disputa contra Mika Häkkinen (o finlandês da McLaren foi meu primeiro ídolo pós Senna, Piquet e Prost). Mas é inegável o valor e a importância do alemão na história da Fórmula 1.
Então, aí vão os seis momentos mais marcantes da carreira dele, pra mim (em ordem cronológica).

GP da Bélgica de 1991 – A estreia de Schumacher na Fórmula 1 deveria, mesmo, ser condizente com a lenda que ele se tornaria. O piloto alemão substituía o belga Bertrand Gachot na Jordan, e logo na sua primeira sessão de qualificação, numa pista que ele nunca tinha andado (é o que diz a lenda), consegue um excelente sétimo tempo, melhor posição de largada do time até então. O desempenho do novato impressionou tanto, que na corrida seguinte, o GP da Itália, Schumacher já estava na Benetton, dividindo o time com o tricampeão Nélson Piquet.

GP da Austrália de 1994 – A temporada de 1994 foi uma das mais, digamos, estranhas da história da Fórmula 1. Além das tragédias que foram as mortes de Ratzenberger e Senna em Ímola, o campeonato foi marcado por vários outros acidentes graves (Barrichello, também em Ímola, Karl Wendlinger, em Mônaco, Pedro Lamy, Jean Alesi e outros), suspeitas de irregularidades nos carros da Benetton (sistema de abastecimento, controle de tração escondido), e punições. E um dos pilotos punidos foi Schumacher, que tomou duas corridas de gancho (Itália e Portugal), além de ter sido desclassificado nos GPs da Grã-Bretanha e Bélgica. Por conta disso, a decisão da temporada se arrastou até a última etapa, o GP da Austrália, em Adelaide. Lógico que uma temporada tão maluca, não poderia terminar de forma normal, e o fim dela todo mundo conhece: Schumacher erra, sai da pista e, na volta, joga seu Benetton pra cima do Williams de Damon Hill, forçando o abandono de ambos. Como o alemão só precisava que o britânico não marcasse mais pontos do que ele nessa prova, ele chega ao seu primeiro título mundial, numa polêmica que rende discussões até hoje.

GP da Europa de 1997 – Mais uma decisão de título polêmica entre Schumacher e um piloto da Williams. Mas dessa vez, o alemão se daria mal… A temporada de 1997 vinha sendo duríssima para o alemão, já na Ferrari. Com a Williams tendo o melhor carro, e o time italiano ainda não estando no ponto de se tornar a máquina de vitórias que seria nos anos seguintes, a disputa foi ponto a ponto entre Schumacher e Villeneuve. E veio a última prova do ano, o GP da Europa, em Jerez de La Frontera. Um adendo: A princípio, essa corrida não constava do calendário da temporada de 1997, ela entrou substituindo o GP de Portugal, que foi cancelado, devido às condições ruins em que se encontrava o autódromo do Estoril. Voltando a Jerez. No sábado, na sessão de classificação, o primeiro momento marcante: Villeneuve, Schumacher e Frentzen, nessa ordem, marcaram exatamente o mesmo tempo: 1:21.072. O regulamento dizia que em caso de tempos iguais na classificação, largaria na frente o piloto que o marcasse primeiro. Nesse caso, o canadense foi o pole, seguido pelo alemão da Ferrari, e pelo alemão da Williams. O que se viu foi uma corrida tensa, em que Schumacher não poderia deixar o rival vencer de jeito nenhum. Depois da segunda rodada de pit-stops, os dois finalmente se encontraram na pista, no hairpin, e o filme de Adelaide se repetiu em parte: os dois se tocaram, Schumacher abandonou, mas Villeneuve seguiu, meio que aos trancos e barrancos com danos em um dos radiadores, mas cruzou a linha em terceiro e conquistou seu único título na Fórmula 1. Dessa vez a FIA entendeu que Schumacher causou o acidente e cassou todos os seus pontos, mas manteve as vitórias. Com isso, Frentzen herdou o vice-campeonato, e os detratores de Schumacher tiveram ainda mais munição contra o alemão.

GP da Grã-Bretanha de 1999 – Mais uma temporada que vinha bastante disputada. O adversário da vez era Mika Häkkinen, talvez o maior e mais difícil adversário da longa carreira de Schumacher. O finlandês defendia o título, enquanto o alemão vinha, mais uma vez, brigando para conseguir o tricampeonato. E em 1999 já fazia 20 anos que a Ferrari não vencia o título mundial de pilotos (o último havia sido em 1979, com Jody Scheckter). Até o GP da França a briga vinha sendo dura, mas com vantagem para o piloto da McLaren. Em Silverstone, o finlandês marca a pole e Schumacher larga em segundo. Mas logo na largada, o piloto da Ferrari sofre um forte acidente e quebra sua perna direita, ficando de fora de seis corridas e tendo que adiar o sonho do tricampeonato, e o sonho de tirar a Ferrari da fila. Esse foi o mais grave acidente da carreira de Schumacher na Fórmula 1.

GP do Japão de 2003 – Em 2003 a situação era um pouco diferente: Schumacher já era pentacampeão mundial e detinha praticamente todos os recordes da Fórmula 1. Mas ele queria mais, queria superar a marca de Fângio que ele igualara no ano anterior. Mas ao contrário do que foi a temporada de 2002, a de 2003 não seria moleza. A Ferrari ainda tinha um excelente carro e, o alemão, muita lenha para queimar. Mas havia uma oposição bem mais forte, com a Williams e seu FW25 e o poderoso motor BMW, e a McLaren, que se fracassou no novo MP4/18 (gravíssimos problemas estruturais), conseguiu um ótimo trabalho na atualização do MP4/17, na versão D. E foi uma disputa acirrada, com Schumacher dominando o início da temporada mas vendo as Williams (Montoya) crescendo a partir da metade, e a impressionante regularidade de Raikkönen. Esse cenário fez com que a disputa do título se arrastasse até o fim, sendo decidido na última etapa, no GP do Japão, em Suzuka. Schumacher precisaria de apenas um ponto, no caso de Raikkönen não vencer. E foi uma prova bem complicada, com Schumacher tendo que precisar recuperar posições duas vezes, chegando em oitavo, mas com o título garantido pela vitória de Rubens Barrichello. Assim, Schumacher chega ao seu sexto título mundial, superava Fângio, e se tornava, cada vez mais, uma lenda.

GP de Mônaco de 2012 – Depois de vencer tudo o que tinha direito e quebrar todos os recordes possíveis e imagináveis, ao final da temporada de 2006, Schumacher resolve “pendurar o capacete” e partir para uma merecida aposentadoria. Mas a gente sabe como são os pilotos, principalmente os campeões: não se contentam em levar uma vida comum e tranquila de aposentado. Então, ao final de 2009, o alemão é anunciado como titular da Mercedes, que voltava à Fórmula 1 com equipe própria depois de uma ausência de 55 anos, para disputar as próximas temporadas. Infelizmente, a equipe da estrela de três pontas não consegue um carro tão competitivo quanto Ferrari, McLaren e Red Bull, e os três anos fora, além dos mais de 40 de idade, pesaram, e Schumacher teve um desempenho bem discreto ao longo do tempo em que estava com o time, sem poles, pódios ou vitórias. Mas no GP de Mônaco de 2012, o velho Schumi faria uma exibição que lembraria seus anos de glórias. Vira o bom tempo de 1:14.381, que seria a pole-position mas, devido a uma punição por causar um acidente com Bruno Senna na prova anterior, na Espanha, Schumacher perdeu cinco posições no grid e largou em sexto. Mesmo assim, foi um momento muito marcante, por poder se ver, depois de seis anos, aquele velho piloto mestre em voltas voadoras, mesmo que por apenas um único fim de semana.

Esta é a minha lista, pessoal. Quem tiver mais momentos marcantes da carreira de Schumacher e quiser compartilhar, fique à vontade nos comentários. E continuemos torcendo para que ele se recupere logo, e sem sequelas.

Um comentário sobre “Top Alguma Coisa – Schumacher

  1. Tem um pega dele com o Hill, na Bélgica (acho) em 1995 (acho, também) que é bom demais. O Hill com pneu de chuva, babando atrás, e ele de slick…

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