Senna 21

Ayrton Senna, do jeito que ele merece ser lembrado.

Adelaide, 1993.

 

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Roland 21

É estranho “comemorar” o aniversário da morte de alguém. Alguns poderão me dizer que o correto não é comemorar, mas lembrar com carinho e saudade aqueles que foram importantes e que partiram. Outros podem dizer que é a celebração da memória e do legado dos mesmos.

Mas ainda assim é estranho…

Amanhã todos os veículos da mídia, especializados ou não, grandes ou pequenos, profissionais ou hobbystas, estarão “comemorando” o aniversário da morte de Ayrton Senna. Ou lembrando dele com carinho e saudade, ou celebrando sua memória e seu legado. Todos estarão rememorando seus feitos, exaltando sua genialidade, analisando o impacto de sua breve passagem neste mundo. Todos reverenciando a nobreza daquele que foi um dos maiores esportistas que esse mundo já viu.

Mas hoje é dia de lembrar daquele que não foi considerado tão nobre. Um operário, um proletário, como todos nós. Um cara que viveu de forma muito intensa a injustiça que o lado não glamoroso da Fórmula 1 reserva àqueles que não têm o sangue azul da realeza do esporte.

Um cara que teve de vender seus poucos bens para quitar suas dívidas. Que entrou pela porta dos fundos. Que sequer teve a oportunidade de poder mostrar se era, ou não, capaz de estar ali. Que morreu de forma brutal, com sua agonia sendo exposta como produto de entretenimento para as massas. Que teve sua morte ofuscada pela morte de um rei.

Por tudo isso, por sua história, sua luta, sua vida e sua morte, este blog sempre irá dedicar o dia 30 de abril à memória de Roland Ratzenberger. Aquele que, como todos nós, só queria realizar seu sonho…

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Roland 20

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Em quase quatro anos de existência do blog eu posso dizer que já existem, por aqui, algumas “tradições”. Uma delas é a dar mais ênfase ao aniversário da morte de Roland Ratzenberger do que à de Ayrton Senna.  O motivo é muito simples: Ayrton era tricampeão do mundo, um gênio, um ídolo mundial, estava no auge de sua carreira, era um dos nobres do esporte. Roland, ao contrário, era um operário batalhando diariamente para conquistar seu lugar dentro de um círculo fechadíssimo que não costuma ser muito receptivo com quem acaba de chegar, principalmente quem chega de baixo.

Além disso, todos os veículos de mídia falam sobre Senna nessa época do ano. E não é questão de querer ser diferente. A história de Roland me comove mais. O fato de ter tido que vender seus poucos bens, ter entrado numa equipe nanica, estreante, já com 33 anos só se classificar pra uma corrida e, na seguinte, morrer num treino sem nunca ter tido a chance de mostrar tudo o que poderia ter sido. Tudo isso dá ares muito mais dramáticos e até mesmo sentimentais à história. O fato de um grande ídolo ter morrido no dia seguinte e ofuscado sua própria morte só contribui ainda mais para isso.

Por isso tudo o 30 de abril sempre será mais lembrado que o 1º de maio. Tenho certeza que o próprio Ayrton aprovaria essa atitude …

Leão 60

Hoje é aniversário de uma das maiores figuras da história da história da Fórmula 1. Nigel Mansell faz 60 anos, e é lógico que o SF1T vai prestar uma pequena homenagem ao Leão!

Parabéns e muitos anos de vida a essa verdadeira lenda das pistas! 

Roland

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O que dizer de um cara que se desfez de tudo o que tinha pra perseguir seu sonho e morreu na pista, ocultado pela sombra da morte de um gênio, no mesmo fim de semana? É difícil…

Na foto, o pai de Roland, Rodulf Ratzenberger, segurando capacete do filho…

Bodas de Prata

E hoje, 30 de Outubro, se completam 25 anos de um feito histórico para o automobilismo brasileiro: o Tricampeonato do mestre Nelson Piquet.

A disputa pelo título da temporada de 1987, foi polarizada pela dupla da Williams, com seu fantástico FW11B, que não deu a menor chance para a concorrência. Mas o Leão não foi o único adversário de Nelsão naquele ano, o brasileiro teve que lutar, também, com a predileção de grande parte da equipe pelo rival, além das sequelas de um acidente sofrido em Ímola, nos treinos do GP de San Marino, o que tornava as coisas mais complicadas para ele.

Usando de seu imenso talento, criatividade, esperteza, e uma dose de sorte (como o acidente que tirou Mansell do GP do Japão), Nelson consegue vencer o britânico, e  se sagra o primeiro brasileiro tricampeão do mundo.