Top Alguma Coisa – Pistas

Ressuscitando esta nobre seção do blog. Hoje eu quero falar de algumas pistas que já não constam mais do calendário da Fórmula 1, mas que fazem muita falta.

Sem mais delongas, vamos à lista!

Em ordem alfabética.

Adelaide – Austrália

Durante onze temporadas a corrida nas ruas de Adelaide fechou o mundial de Fórmula 1, e era sempre aquele clima de festa já que, quase sempre, o campeonato já tinha sido decidido no Japão. Exceções em 1986 e 1994, quando aconteceram duas das mais épicas decisões de títulos da história. A primeira com Alan Prost conquistando seu bicampeonato no erro de estratégia da Williams, que deixou Nigel Mansell a pé e fez Nelson Piquet desistir da briga. A segunda, com Michael Schumacher jogando seu Benetton no Williams de Damon Hill, conquistando o primeiro de seus sete títulos e o ódio de muitos torcedores.

Anos em que esteve no calendário: 1985-1995.

Maiores vencedores: Alain Prost, Ayrton Senna, Gerhard Berger – duas vitórias cada um.

Mansell sofrendo em Adelaide, 1986

Brands Hatch – Inglaterra

Um dos mais tradicionais autódromos do mundo, Brands Hatch, localizado na cidade de Kent, sediou tanto o GP da Grã-Bretanha quanto o GP da Europa entre os anos 60 e 80. Seu traçado rápido e com curvas seletivas é expressão da pura essência do automobilismo. Durante os anos 60 e 70, dividiu com Silverstone a responsabilidade de sediar o GP britânico e, em 1983 e 1985, sediou o GP da Europa. Foi lá que Nelson Piquet começou a arrancada para seu bicampeonato em 1983 e Emerson Fittipaldi conquistou uma das cinco vitórias que o levaram ao título, em 1972.

Anos em que esteve no calendário: 1964, 1966, 1968, 1972, 1974, 1976, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986 – GP da Grã-Bretanha; 1983 e 1985 – GP da Europa.

Maior vencedor: Niki Lauda – três vitórias.

O acidente que encerrou a carreira de Jacques Laffite

Estoril – Portugal

Estoril tem um significado bastante especial para muitos fãs brasileiros, já que foi lá, em 1985, que Ayrton Senna conquistou, de forma brilhante, sua primeira vitória. Debaixo de um temporal medonho, o tricampeão iniciava ali sua trajetória rumo à marca de 41 triunfos em sua carreira. O que pouca gente sabe é que essa relação com o automobilismo brasileiro vai mais além: o autódromo foi projetado por um engenheiro brasileiro, Ayrton Lolô Cornelsen que, além do Estoril, foi responsável pela construção dos autódromos de Jacarepaguá, Curitiba, e Luanda (Angola), além dos estádios do Mineirão (Belo Horizonte), Pinheirão e Couto Pereira (ambos em Curitiba).

Anos em que esteve no calendário: 1984-1996.

Maior vencedor: Alain Prost – três vitórias.

A primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1

Ímola – Itália

Oficialmente Autódromo Enzo e Dino Ferrari, o circuito da cidade de Ímola, próximo a Bolonha, é outro que trás fortes recordações aos brasileiros. Difícil não falar da pista sem mencionar as mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, em 1994. Depois disso, muitos fãs, infelizmente, começaram uma campanha de “satanização” da tradicional pista italiana. A meu ver, uma injustiça, já que Ímola é um dos traçados mais desafiadores e empolgantes que já passaram pela história da Fórmula 1. Culpar a pista por dois acidentes causados por falhas mecânicas, duas fatalidades é um absurdo sem tamanho. É bom lembrar que Ímola atendia a todas as normas de segurança da Fórmula 1, sendo mais seguro do que Suzuka, por exemplo, que está até hoje no calendário sem grandes alterações. Anos depois, as curvas Tamburello e Villeneuve, onde ocorreram os acidentes de Senna e Ratzenberger, foram transformadas em chicanes, descaracterizando totalmente um dos trechos mais fantásticos do automobilismo mundial.

Uma curiosidade: Em 1980 Ímola sediou o GP da Itália, única vez em que a prova foi disputada fora de Monza, valendo para o Mundial.

Anos em que esteve no calendário: 1980 – GP da Itália; 1981-2006 – GP de San Marino.

Maior vencedor: Michael Schumacher – sete vezes.

Villeneuve e Pironi mostrando que Ímola é sensacional

Jacarepaguá – Brasil

Dispensa apresentações. O Autódromo de Jacarepaguá  sediava o GP do Brasil nos anos 80, de 1981 a 1989, além de ter sediado a prova de 1978, onde Emerson Fittipaldi conquistou um histórico segundo lugar com seu Fittipaldi F5A. Uma curiosidade: Quando largou no GP do Brasil de 1988, Piquet se tornou o primeiro, e único, piloto na história da Fórmula 1 a correr em um autódromo batizado com seu nome já que, no fim de 1987, foi rebatizado de Autódromo Internacional Nélson Piquet (José Carlos Pace e Gilles Villeneuve tiveram seus nomes dados aos autódromos de Interlagos e Montreal após suas respectivas mortes).

Infelizmente a burrice do poder público vitimou o autódromo. Após ter parte de seu traçado “capado” para dar lugar às instalações dos Jogos Pan Americanos de 2007, foi, posteriormente, inteiramente destruído para as obras dos Jogos Olímpicos de 2016.

Anos em que esteve no calendário: 1978, 1981-1989.

Maior vencedor: Alain Prost – cinco vitórias.

A primeira vitória de Nélson Piquet em casa

Paul Ricard – França

Quando estreou no calendário da Fórmula 1 em 1971, Paul Ricard era um dos autódromos mais modernos e seguros do mundo. E logo agradou aos pilotos e ao público. Localizado em Le Castellet, perto de Marselha, foi financiado pelo magnata de bebidas Paul Ricard, daí seu nome. A pista tem um traçado rápido, com a longa reta Mistral sendo uma das mais conhecidas do mundo. Ao longo dos anos 70 e início dos 80, revezou a sede do GP francês com Dijon-Prenois e Clermont-Ferrand (este apenas em 1972) e, a partir de 1985, passou ser a única casa da prova. De 1986 a 1990, a prova passou a ser disputada num traçado alternativo, mais curto e com a Mistral cortada pela metade. Foi lá que Maurício Gugelmin sofreu seu famoso acidente na largada do GP da França de 1989.

Anos em que esteve no calendário: 1971, 1973, 1975, 1976, 1978, 1980, 1982, 1983, 1985-1990.

Maior vencedor: Alain Prost – quatro vitórias.

Sequência da largada do GP da França de 1989, e o acidente de Gugelmin

Top Alguma Coisa – Bizarros

Bizarros, feios, estranhos. Esses são os adjetivos mais associados aos carros da temporada de 2014. Mas, obviamente, essa situação não é “privilégio” dos novos carros. Antigamente também existiam uns modelos bem esquisitinhos. Vamos então à lista:

March 711 (1971):

march 711

O primeiro carro da lista é um verdadeiro clássico (e um clichê, também). O formato e a posição totalmente incomuns da asa dianteira, resultado das experiências de um tempo em que a aerodinâmica ainda engatinhava no esporte a motor, resultaram nos apelidos de “tábua de passar roupa” ou “prancha de surf”. Foi um carro muito bem sucedido, mesmo sem vitórias, levando o sueco Ronnie Peterson ao vice campeonato em 1971.

Ferrari 312B3 (1974):

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Este carro da “Máfia de Maranello” nem chegou a disputar um grande prêmio. Era para ser uma evolução do 312B3 do ano anterior, mas além de ser feio e lembrar uma enorme pá de retirar neve (apelido que foi dado ao protótipo, inclusive) não era lá muito eficiente, e foi abandonado, em prol de um projeto mais tradicional.

March 751 (1975):

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Outro carro da March, desta vez o modelo 751, de 1975, numa configuração de asa traseira um pouco diferente para o GP da Espanha daquele ano. Essa foi mais uma bizarra experiência aerodinâmica que não deu muito certo, e foi abandonada logo depois.

ATS H1 (1978):

ats hs1

Esse foi o primeiro carro construído pela equipe germânica para a disputar o Mundial. Não era rápido, muito menos bonito, e não sei, eu não entendo muito de aerodinâmica, mas esse formato do cockpit não me parece ser muito ideal nos propósitos aerodinâmicos…

Ensign N179 (1979):

ensign n179

Dessa lista de seis carros, chegamos ao quinto dos anos 70, o que me faz pensar seriamente que essa foi a época onde os engenheiros da Fórmula 1 mais pensaram em “soluções” bizarras. O Ensign N178 tinha uma “escadaria” na frente, que era composta pelos radiadores (de água e de óleo), numa tentativa de liberar espaço nas laterais para tentar potencializar o efeito-solo. Não deu certo, e além de lento, o carro é considerado por muita gente como o mais feio Fórmula 1 de todos os tempos.

Tyrrell 025 (1997):

tyrrell 025

Esses apêndices aerodinâmicos foram a grande sensação da Fórmula 1 em meados dos anos 90 e esse foi um dos primeiros (ou o primeiro) carro a adotá-lo. Mas em 1997 a Tyrrell já não era mais a grande equipe que tinha sido no passado, e nem mesmo as asas extras conseguiram fazer do 025 um carro rápido.

Esses são os seis da minha lista, quem quiser fique à vontade para fazer a sua nos comentários. E aí, quais são os carros mais bizarros da Fórmula 1 para vocês?

Top Alguma Coisa – Schumacher

Voltando das férias!

Eu relutei muito antes de fazer essa postagem, afinal, eu nunca fui fã de Michael Schumacher, muito pelo contrário. Na verdade, eu sempre torci contra o alemão queixudo, principalmente na época da sua disputa contra Mika Häkkinen (o finlandês da McLaren foi meu primeiro ídolo pós Senna, Piquet e Prost). Mas é inegável o valor e a importância do alemão na história da Fórmula 1.
Então, aí vão os seis momentos mais marcantes da carreira dele, pra mim (em ordem cronológica).

GP da Bélgica de 1991 – A estreia de Schumacher na Fórmula 1 deveria, mesmo, ser condizente com a lenda que ele se tornaria. O piloto alemão substituía o belga Bertrand Gachot na Jordan, e logo na sua primeira sessão de qualificação, numa pista que ele nunca tinha andado (é o que diz a lenda), consegue um excelente sétimo tempo, melhor posição de largada do time até então. O desempenho do novato impressionou tanto, que na corrida seguinte, o GP da Itália, Schumacher já estava na Benetton, dividindo o time com o tricampeão Nélson Piquet.

GP da Austrália de 1994 – A temporada de 1994 foi uma das mais, digamos, estranhas da história da Fórmula 1. Além das tragédias que foram as mortes de Ratzenberger e Senna em Ímola, o campeonato foi marcado por vários outros acidentes graves (Barrichello, também em Ímola, Karl Wendlinger, em Mônaco, Pedro Lamy, Jean Alesi e outros), suspeitas de irregularidades nos carros da Benetton (sistema de abastecimento, controle de tração escondido), e punições. E um dos pilotos punidos foi Schumacher, que tomou duas corridas de gancho (Itália e Portugal), além de ter sido desclassificado nos GPs da Grã-Bretanha e Bélgica. Por conta disso, a decisão da temporada se arrastou até a última etapa, o GP da Austrália, em Adelaide. Lógico que uma temporada tão maluca, não poderia terminar de forma normal, e o fim dela todo mundo conhece: Schumacher erra, sai da pista e, na volta, joga seu Benetton pra cima do Williams de Damon Hill, forçando o abandono de ambos. Como o alemão só precisava que o britânico não marcasse mais pontos do que ele nessa prova, ele chega ao seu primeiro título mundial, numa polêmica que rende discussões até hoje.

GP da Europa de 1997 – Mais uma decisão de título polêmica entre Schumacher e um piloto da Williams. Mas dessa vez, o alemão se daria mal… A temporada de 1997 vinha sendo duríssima para o alemão, já na Ferrari. Com a Williams tendo o melhor carro, e o time italiano ainda não estando no ponto de se tornar a máquina de vitórias que seria nos anos seguintes, a disputa foi ponto a ponto entre Schumacher e Villeneuve. E veio a última prova do ano, o GP da Europa, em Jerez de La Frontera. Um adendo: A princípio, essa corrida não constava do calendário da temporada de 1997, ela entrou substituindo o GP de Portugal, que foi cancelado, devido às condições ruins em que se encontrava o autódromo do Estoril. Voltando a Jerez. No sábado, na sessão de classificação, o primeiro momento marcante: Villeneuve, Schumacher e Frentzen, nessa ordem, marcaram exatamente o mesmo tempo: 1:21.072. O regulamento dizia que em caso de tempos iguais na classificação, largaria na frente o piloto que o marcasse primeiro. Nesse caso, o canadense foi o pole, seguido pelo alemão da Ferrari, e pelo alemão da Williams. O que se viu foi uma corrida tensa, em que Schumacher não poderia deixar o rival vencer de jeito nenhum. Depois da segunda rodada de pit-stops, os dois finalmente se encontraram na pista, no hairpin, e o filme de Adelaide se repetiu em parte: os dois se tocaram, Schumacher abandonou, mas Villeneuve seguiu, meio que aos trancos e barrancos com danos em um dos radiadores, mas cruzou a linha em terceiro e conquistou seu único título na Fórmula 1. Dessa vez a FIA entendeu que Schumacher causou o acidente e cassou todos os seus pontos, mas manteve as vitórias. Com isso, Frentzen herdou o vice-campeonato, e os detratores de Schumacher tiveram ainda mais munição contra o alemão.

GP da Grã-Bretanha de 1999 – Mais uma temporada que vinha bastante disputada. O adversário da vez era Mika Häkkinen, talvez o maior e mais difícil adversário da longa carreira de Schumacher. O finlandês defendia o título, enquanto o alemão vinha, mais uma vez, brigando para conseguir o tricampeonato. E em 1999 já fazia 20 anos que a Ferrari não vencia o título mundial de pilotos (o último havia sido em 1979, com Jody Scheckter). Até o GP da França a briga vinha sendo dura, mas com vantagem para o piloto da McLaren. Em Silverstone, o finlandês marca a pole e Schumacher larga em segundo. Mas logo na largada, o piloto da Ferrari sofre um forte acidente e quebra sua perna direita, ficando de fora de seis corridas e tendo que adiar o sonho do tricampeonato, e o sonho de tirar a Ferrari da fila. Esse foi o mais grave acidente da carreira de Schumacher na Fórmula 1.

GP do Japão de 2003 – Em 2003 a situação era um pouco diferente: Schumacher já era pentacampeão mundial e detinha praticamente todos os recordes da Fórmula 1. Mas ele queria mais, queria superar a marca de Fângio que ele igualara no ano anterior. Mas ao contrário do que foi a temporada de 2002, a de 2003 não seria moleza. A Ferrari ainda tinha um excelente carro e, o alemão, muita lenha para queimar. Mas havia uma oposição bem mais forte, com a Williams e seu FW25 e o poderoso motor BMW, e a McLaren, que se fracassou no novo MP4/18 (gravíssimos problemas estruturais), conseguiu um ótimo trabalho na atualização do MP4/17, na versão D. E foi uma disputa acirrada, com Schumacher dominando o início da temporada mas vendo as Williams (Montoya) crescendo a partir da metade, e a impressionante regularidade de Raikkönen. Esse cenário fez com que a disputa do título se arrastasse até o fim, sendo decidido na última etapa, no GP do Japão, em Suzuka. Schumacher precisaria de apenas um ponto, no caso de Raikkönen não vencer. E foi uma prova bem complicada, com Schumacher tendo que precisar recuperar posições duas vezes, chegando em oitavo, mas com o título garantido pela vitória de Rubens Barrichello. Assim, Schumacher chega ao seu sexto título mundial, superava Fângio, e se tornava, cada vez mais, uma lenda.

GP de Mônaco de 2012 – Depois de vencer tudo o que tinha direito e quebrar todos os recordes possíveis e imagináveis, ao final da temporada de 2006, Schumacher resolve “pendurar o capacete” e partir para uma merecida aposentadoria. Mas a gente sabe como são os pilotos, principalmente os campeões: não se contentam em levar uma vida comum e tranquila de aposentado. Então, ao final de 2009, o alemão é anunciado como titular da Mercedes, que voltava à Fórmula 1 com equipe própria depois de uma ausência de 55 anos, para disputar as próximas temporadas. Infelizmente, a equipe da estrela de três pontas não consegue um carro tão competitivo quanto Ferrari, McLaren e Red Bull, e os três anos fora, além dos mais de 40 de idade, pesaram, e Schumacher teve um desempenho bem discreto ao longo do tempo em que estava com o time, sem poles, pódios ou vitórias. Mas no GP de Mônaco de 2012, o velho Schumi faria uma exibição que lembraria seus anos de glórias. Vira o bom tempo de 1:14.381, que seria a pole-position mas, devido a uma punição por causar um acidente com Bruno Senna na prova anterior, na Espanha, Schumacher perdeu cinco posições no grid e largou em sexto. Mesmo assim, foi um momento muito marcante, por poder se ver, depois de seis anos, aquele velho piloto mestre em voltas voadoras, mesmo que por apenas um único fim de semana.

Esta é a minha lista, pessoal. Quem tiver mais momentos marcantes da carreira de Schumacher e quiser compartilhar, fique à vontade nos comentários. E continuemos torcendo para que ele se recupere logo, e sem sequelas.

Top Alguma Coisa – Capacetes

Voltando com o Top Alguma coisa, vou mostrar aqueles que, na minha opinão, são os 20 mais belos capacetes da história da Fórmula 1.

Eu não classifiquei por “ordem de beleza”, porque acho que seria um tanto complicado, então vai em ordem alfabética, para ser mais justo. Ao lado do nome do piloto, coloquei em qual equipe ele estava na época da versão do capacete, já que alguns layouts sofreram modificações.

Alain Prost (Renault)

Alessandro Nannini (Benetton)

Ayrton Senna (Toleman)

Clay Regazzoni (Ferrari)

Damon Hill (Williams)/Graham Hill (Embassy Hill)

David Coulthard (Red Bull)

Elio De Angelis (Lotus)

Emerson Fittipaldi (McLaren)

Jacques Villeneuve  (Sauber)

Johnny Dumfries (Lotus)

Michael Schumacher (Benetton)

Mika Hakkinen (McLaren)

Nelson Piquet (Brabham)

Nigel Mansell (Williams)

Roberto Moreno (Herdez – Indy – não achei fotos decentes do capacete dele na F1)

Ronnie Peterson (Lotus)

Rubens Barrichello (Williams)

Stefan Bellof (Tyrrell)

Stefan Johansson (McLaren)

Thierry Boutsen (Ligier)

Top Alguma Coisa – Tabaco

Fumar faz um mal do caralho pra saúde eu sei bem disso. Ninguém precisa ficar me lembrando a cada cinco minutos. A despeito do fato de que, sim, eu sou um fumante, é inegável que a indústria tabagista teve um papel muito importante ao longo da história do esporte a motor e principalmente da Fórmula 1. Então, hoje eu vou mostrar os mais marcantes layouts de patrocínio das marcas de cigarro na categoria máxima. Lembrando que vai ser o layout de um carro específico, porque eu acho que assim fica mais fácil, e só a foto mesmo.

Sem mais delongas, vamos à lista

10º Lugar – Zakspeed 841 (1985), West

9º Lugar – Arrows A7 (1984), Barclay

8º Lugar – BAR 001 (1999), Lucky Strike e 555

7º Lugar – Benetton B194 (1994), Mild Seven

6º Lugar – Benetton B191 (1991), Camel

5º Lugar – Shadow DN9 (1979), Samson

4º Lugar – Ligier JS5 (1976), Gitanes

3º Lugar – Lotus 49B (1968), John Player Gold Leaf

2º Lugar – McLaren MP4/4 (1988), Marlboro

1º Lugar – Lotus 72D (1972), John Player Special

Top Alguma Coisa – Os Melhores

E lá vem mais uma edição do Top Alguma Coisa. Dessa vez, vou listar os dez pilotos que, na minha opinião, são os melhores de todos os tempos na Fórmula 1.

Quero deixar bem claro que essa lista é pessoal, e meus critérios para a elaboração da mesma são bem subjetivos, portanto eu não me julgo na obrigação de explicá-los.

Como eu não sou jornalista e nem pretendo ser, eu também não me vejo obrigado a seguir a tal da imparcialidade tão recomendada nos manuais jornalísticos.

Quem quiser, fique à vontade para fazer sua própria lista ou criticar a minha nos comentários. Lógico, com educação e respeito.

Então vamos lá.

10º lugar – Stirling Moss

O único dessa lista que nunca foi campeão mundial. Mas nem por isso Sir Stirling Moss deve ser menosprezado. Ele foi um dos melhores pilotos de seu tempo. Numa época dominada pelo argentino Juan Manuel Fangio, Moss conquistou 16 vitórias e quatro vice-campeonatos na Fórmula 1.

9º lugar – Niki Lauda

Niki Lauda é até hoje reverenciado como um dos grandes, e não é à toa. O austríaco foi tricampeão mundial, nos anos de 1975, 1977 e 1984. Em 1976 sofreu um dos mais terríveis acidentes da Fórmula 1, em Nürburgring, e quase morreu queimado, mas voltou pouco depois, e ainda ficou com o vice-campeonato. Tinha um estilo de pilotagem frio, calculista e muito limpo, que lhe valeu o apelido de “Computador” no meio automobilístico.

8º lugar – Michael Schumacher

O multi-campeão Michael Schumacher é um dos pilotos mais polêmicos de todos os tempos. Todos reconhecem sua incrível habilidade, mas o alemão é mais lembrado pela conduta um tanto quanto suja e anti-desportiva nas pistas, o que lhe valeu o apelido de “Dick Vigarista”. Com sete títulos mundiais, 91 vitórias, 68 poles, Schumacher detém todos os recordes da categoria.

7º lugar – Ayrton Senna

Agora eu vou mexer com um dos grandes dogmas da Fórmula 1. Muitos podem dizer “quem esse gordo safado pensa que é pra colocar o Senna em 7º?”. Pois é, meus critérios não são normais. É lógico que eu sou um grande fã do Senna, mas na minha opinião ele não é o maior de todos. Mesmo sendo um gênio, ele tinha vários defeitos, e muito graves, e o principal deles era não respeitar seus próprios limites, o que fazia com ele errasse bastante. Lógico que isso era compensado com sua incrível velocidade (notadamente em qualificação), capacidade de superação e seu enorme carisma, que fez com que ele se tornasse um dos maiores ídolos do esporte a motor de todos os tempos.

6º lugar – Alain Prost

Agora eu sou agredido na rua… Muita gente odeia o Prost pelo simples fato de que ele tem números melhores que os do Senna na Fórmula 1. Mas sinceramente, eu acho que o francês tetracampeão era um piloto mais seguro e mais inteligente que seu arqui-rival. Prost tinha uma habilidade incrível em ser rápido e explorar tudo que seu carro podia oferecer, sem contar que ele deixava qualquer um maluco quando resolvia fazer pressão. Tudo isso fez com que ele recebesse o apelido de “Professor”, e quem viu o francês correr (como eu vi) pode confirmar que não foi à toa.

5º lugar – Nelson Piquet

Esse sim é um bom motivo pra eu ser acertado por um atirador de elite enquanto tomo minha cerveja num boteco. Afinal, que tipo de pessoa sem noção coloca o “invejoso” e “maldoso” do Piquet na frente do Senna em uma lista de melhores de todos os tempos? Sim, meus caros leitores, eu nunca escondi que o Nelsão é meu piloto favorito. Eu acho que o carioca fanfarrão foi um dos mais completos e habilidosos pilotos de todos os tempos. Piquet sabia como ninguém acertar um carro, criou soluções geniais para ganhar vantagem sobre os concorrentes, como os aquecedores de pneus e o pit-stop usado como elemento estratégico, além de ser extremamente regular. Sem contar sua língua ferina e sua postura do tipo “foda-se o politicamente correto”. Em suma: ele é foda!

4º lugar – Emerson Fittipaldi

Sim, o Rato é, de fato, o melhor piloto brasileiro de todos os tempos. Numa época em que quase ninguém sabia o que era a tal de Fórmula 1, ele foi pra Europa e mostrou ao mundo do que era feito. Peitou todo mundo e foi campeão disputando com feras com Jackie Stewart, Denny Hulme, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Mario Andretti, Ronnie Peterson e outros. Só por isso já merecia ser lembrado. Mas, além disso, ainda teve peito de ter sua própria equipe com seu irmão Wilsinho. Depois da Fórmula 1, quando todo mundo achava que ele já era, foi pros EUA e venceu duas Indy 500 e foi campeão da Indy, em 1989.

3º Lugar – Jackie Stewart

Um dos últimos gentlemen da Fórmula 1, Jackie Stewart tinha uma habilidade fora do comum ao guiar um carro de corrida. O cara que já foi chamado de “Homem Vacilante”, foi um dos grandes defensores da melhoria das condições de segurança na categoria. Mas nunca fugiu à luta, e quando precisava, demonstrava uma coragem fora do normal, como no GP da Alemanha de 1968, onde deu show sob chuva torrencial em Nürburgring, pista a qual odiava. Foi tricampeão, e abandou as pistas no auge de sua carreira, chocado com a morte de seu grande amigo François Cevert.

2º lugar – Jim Clark

Pode-se dizer que Clark foi o piloto preferido de Colin Chapman. Além de sempre ter defendido o Team Lotus, Clark era muito amigo de Chapman. Era muito rápido, muito consistente e de uma habilidade incrível. Clark pode ser considerado como o primeiro grande ídolo global do automobilismo, era uma espécie de Ayrton Senna de sua época, tanto que sua morte causou uma comoção nunca antes vista na história da Fórmula 1. Foi bicampeão, vencendo as temporadas de 1963 e 1965.

1º lugar – Juan Manuel Fangio

Sobre o argentino Juan Manuel Fangio, vou dizer o mesmo que disse há algum tempo atrás, na comemoração de seu centenário: Numa época em que não havia controle de tração, controle de largada, nenhum tipo de ajuda eletrônica, nem freios a disco, nem capacetes nem mesmo cinto de segurança, e que morriam cerca de dois ou três pilotos por temporada, esse cara foi cinco vezes campeão mundial e sobreviveu para contar sua história.

Não há muito que falar, a história mostra isso. Por mais que muitos só enxerguem os números (em termos absolutos), ou sigam o fanatismo cego, não há como não considerar o Fangio como o maior de todos os tempos.

Fazer o que ele fez, na época em que ele fez, não é coisa para poucos, é coisa para um só.

Top Alguma Coisa – Os Mais Belos

E hoje eu vou inaugurar mais uma seção aqui. Todo mundo faz postagens do tipo top 10 e essas coisa. Eu resolvi fazer isso também. É divertido, e é bom pra encher lingüiça quando não se tem muito assunto.

Então, para inaugurar a seção Top Alguma Coisa, vou aproveitar o gancho da última postagem, e falar um pouco dos carros que, em minha opinião, são os mais bonitos de todos os tempos na Fórmula 1. Quem quiser, faça também a sua lista nos comentários.

10º lugar – Tyrrell 006, 1973

Francois Cevert, aparentemente em Mônaco

Eu confesso que eu acho os carros dos anos 70, em geral, muito feios. Mas esse Tyrrell 006 é bem bonitão. Eu gosto do layout dele, com esse símbolo da ELF gigantesco na frente e, considerando-se que é um carro dos anos 70, até que o conjunto é bem harmonioso. Sem contar que combina perfeitamente com o capacete do Cevert.

9º Lugar – Toleman TG184, 1984

Ayrton Senna, Brands Hatch, 1984

Provavelmente o povo vai questionar essa escolha. Eu não sei exatamente o porquê, mas eu gosto muito desse carro, acho fantástica a disposição das asas traseiras, sem contar a pintura, linda. Além de tudo, tem um enorme valor sentimental, já que foi o carro em que Ayrton Senna estreou na Fórmula 1.

8º lugar – Mercedes-Benz W196, 1954 e 1955

Fangio em Spa-Francorchamps, 1955

Eu devo dizer que meu maior interesse nos carros dos anos 50 é tentar entender como os caras tinham coragem de andar naquelas genringonças. Mas é inegável que a Mercedes conseguiu fazer um carro que, além de ser extremamente eficiente, era muito bonito, tanto na versão open wheel, quanto na streamliner.

7º lugar – Lotus 49, 1967 a 1970

Jim Clark, Zandvoort, 1967

Esse é uma jóia dos anos 60. É impressionante a capacidade que Colin Chapman tinha de fazer carros que eram, ao mesmo tempo, leves, rápidos e bonitos (apesar de serem frágeis como uma casca de ovo). O Lotus 49 não nega a sua linhagem, era lindo, rápido e revolucionário.

6º Lugar – Ferrari 126C2, 1982

Gilles Villeneuve, Jacarepaguá, 1982

Todo mundo sabe que eu odeio a Ferrari. Mas seria uma grande injustiça não citar o 126C2 nessa lista. Ele é de longe o carro mais bonito feito pela máfia de Maranello. Além disso, era um torpedo, corria igual notícia ruim. Mas era tão fraco em termos de segurança, que Nelson Piquet chegou a chamar o carro de “caixão sobre rodas”, e vivia insistindo que alguém ia acabar morrendo nele. Dito e feito: nos treinos do GP da Bélgica, o seu grande amigo Gilles Villeneuve acabou sofrendo um terrível acidente e não sobreviveu. Meses depois foi a vez de Didier Pironi sofrer outro grave acidente com o 126C2, que forçou sua aposentadoria.

5º Lugar – Brabham BT49, 1979 a 1982

Nelson Piquet, Mônaco, 1981

Outro que tem um enorme valor sentimental, afinal de contas, foi o carro que há 30 anos deu o primeiro título ao grande Nelson Piquet. É um dos carros com linhas mais harmoniosas que já rodaram pelos circuitos da Fórmula 1, e com um dos layouts mais bonitos e marcantes de todos os tempos, que é ao mesmo tempo simples e genial.

4º Lugar – Jordan 191, 1991

Bertrand Gachot, Interlagos, 1991

Outro que também tem um layout simples, mas muito marcante. A combinação do azul com verde, que geralmente fica estranha, funcionou perfeitamente bem nesse carro, que tem linhas bem arredondas, de extremo bom gosto.

3º Lugar – Lotus 91, 1982

Roberto Pupo Moreno, Zandvoort, 1982

Eu costumo dizer que as temporadas de 1982 e 1984 produziram os mais lindos carros da história da Fórmula 1. E para confirmar isso, mais um carro dessa temporada, e mais um da Lotus, nessa lista. Esse foi o penúltimo carro da equipe projetado por Colin Chapman. É um primor de design, principalmente nessa versão sem a asa dianteira, que deixa o carro ainda mais charmoso. Sem contar a mitológica pintura JPS, que deixa qualquer coisa linda.

2º Lugar – Williams FW14, 1991 e 1992

Nigel Mansell, Mônaco, 1992

Adrian Newey pode ser considerado como uma espécie de sucessor de Colin Chapman. Seus carros sempre trouxeram soluções geniais, sempre foram verdadeiros foguetes, e claro, sempre foram verdadeiras jóias, em termos de design. O FW14 não foge a essa regra. Sua versão B, de 1992 dominou o campeonato de tal maneira, que levou Ayrton Senna a dizer que se tratava de um caro de outro mundo. A combinação de cores também ajuda muito, além das linhas extremante elegantes. Sem contar esse número 5 pintado em vermelho. Lindo!

1º lugar – McLaren MP4/2, 1984 a 1986

Niki Lauda, Monza, 1984

Bem, eu já falei um pouco desse carro na última postagem. Eu sei que muita gente pode não gostar desse jeitão de tanque de guerra dele, mas eu acho que talvez seja justamente isso que me atrai tanto nele, sem contar o lendário layout Marlboro. Tudo era meio exagerado, era um carro meio gordinho, grandalhão, e tinha um motor que fazia dele um verdadeiro torpedo. Resultado: disputou três temporadas e papou o título de pilotos nas três.