SF1T – Classics – Portugal 89

Essa é para os fortes. O GP de Portugal de 1989, na íntegra, a bordo do Ferrari 640 de Gerhard Berger. O Austríaco venceu e ainda cravou a melhor volta da prova.
Assistam!

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Resumão

Bom, eu havia proposto fazer uma Quinzena das Nanicas e postar somente coisas relativas a elas, mas andaram acontecendo tantas coisas interessantes nesses dias, que eu achei por bem dar um tempo na saga e fazer um resumão dessas notícias. Provavelmente essa vai ser uma seção fixa do blog.  Vamos lá!

Stefano Domenicali fora da Ferrari – Notícia fresquinha, saiu agora há pouco. Depois de 7 temporadas, Domenicali não é mais chefe de equipe da Ferrari. A equipe diz que Domenicali se demitiu. Obviamente o agora ex-chefe de equipe de Maranello foi mandado embora. A Ferrari precisava de um bode expiatório para o fraco início de temporada e, como não é do feitio da cúpula do time assumir seus erros,  joga-se a culpa no pobre Domenicali. Montezemolo aprendeu direitinho com o velho Commendatore. Quem assume o cargo é Marco Mattiacci , atualmente o chefe de operações da Ferrari nos EUA.

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Bode expiatório do fracasso de Maranello

Michael Schumacher mostra evolução em seu quadro – Uma boa notícia, nesta segunda feira. A assessora de imprensa do heptacampeão concedeu entrevista à TV alemã e disse que Schumacher tem “momentos de consciência” e mostra “pequenos sinais de progresso” chegando a ter momentos em que fica acordado e consciente. Keep fighting Michael!

#KeepFightingMichael

KeepFightingMichael

Niki Lauda rebate críticas de Ecclestone e Montezemolo ao regulamento – Bem ao seu estilo, direto, ácido e sem papas na língua, Niki Lauda rebatou duramente as críticas feitas ao atual regulamento da Fórmula 1, principalmente as de Bernie Ecclestone e Luca di Montezemolo.  Lauda disse que é “estúpida”  a forma como ambos criticam o regulamento, indo de encontro aos interesses da própria categoria, o que poderia, inclusive, “destruir a Fórmula 1”. Como eu disse semanas atrás: O que se vê da parte desses dois, Bernie principalmente, é uma verdadeira campanha difamatória na tentativa de se marcar posições numa guerra de poder contra a FIA. A atitude de Montezemolo, ao endossar as críticas de Ecclestone, é apenas mais uma comprovação da forma, a meu ver, espúria, como a Ferrari lida com as situações quando seus interesses são contrariados, ou quando ela se vê sem condições de ganhar na pista. Como tudo o que envolve Ferrari e Ecclestone, nos últimos anos: lamentável!

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Nasceram um para o outro

FIA aceitou a inscrição da Hass para 2015 – Depois de anos sem uma equipe norte-americana na Fórmula 1, a inscrição da equipe chefiada pelo bilionário Gene Hass foi oficialmente aceita para a temporada de 2015. Hass não é nenhum “leigo” no esporte a motor, tem uma equipe na NASCAR com quatro carros já há mais 10 anos e conseguiu um título de pilotos em 2011. E o mais importante: tem uma situação financeira extremamente sólida e excelentes condições de atrair patrocinadores. Pelo que parece, depois do fracasso da natimorta USF1, a FIA conseguiu finalmente atrair gente séria do lado de cá do Atlântico para compor o grid. A Federação ainda analisa o pedido de inscrição de uma tal “Forza Rossa”, equipe romena ligada a um grupo comandado pelo nada confiável Collin Kolles. Essa aí me cheira a mutreta de uma outra “rossa”, que sempre foi chegada numa maracutaia…

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O homem que botou os EUA de volta ao grid

Prefeitura de São Paulo renova o contrato com a FOM até 2020 – Serão mais seis temporadas garantidas para o GP do Brasil em Interlagos. O acordo assinado entre o prefeito Fernando Haddad e Bernnie Ecclestone exclui a proposta original de se construir os boxes na Reta Oposta, mantendo a configuração atual. Os boxes e paddock serão reformados e a pista recapeada.

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Mais seis temporadas em Interlagos

Jean Todt diz poder repensar pontuação dobrada em Abu Dhabi – Motivado pelas reações negativas dos fãs, que acreditam ser uma idiotice completa, Jean Todt admite que talvez seja necessário rever essa regra imbecil (todos os adjetivos pejorativos são por minha conta). Enfim alguma coisa que presta.

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Um pouco de bom senso de Todt

Pilotos à beira da anorexia – OK, essa chamada foi sensacionalista, mas é quase isso que vem acontecendo. Como os sistemas de recuperação de energia e novos motores turbo trouxeram um peso extra aos carros, a FIA aumentou o limite mínimo de peso dos mesmos. O problema é que o aumento de 50 Kg (se não me engano) não foi o suficiente e, para compensar, o pilotos vêm fazendo dietas extremamente rigorosas para não comprometer o desempenho dos carros, e muitos deles estão, literalmente, à beira da desnutrição. Jean-Éric Vergne chegou a ser internado entre os GPs da Austrália e Malásia, devido à fraqueza causada pela dieta extrema. As equipes já enviaram um pedido formal à Federação para a revisão e aumento do peso mínimo dos carros, o que só poderá ser modificado no ano que vem e se houver unanimidade.

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Impressiona a magreza de Vergne

Esse é o primeiro resumão de notícias do SF1T. Sempre que tiver algo de relevante fora das corridas, eu venho aqui e faço outro destes.

E fiquem por aí, que ainda hoje eu volto com a Quinzena das Nanicas.

Top Alguma Coisa – Bizarros

Bizarros, feios, estranhos. Esses são os adjetivos mais associados aos carros da temporada de 2014. Mas, obviamente, essa situação não é “privilégio” dos novos carros. Antigamente também existiam uns modelos bem esquisitinhos. Vamos então à lista:

March 711 (1971):

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O primeiro carro da lista é um verdadeiro clássico (e um clichê, também). O formato e a posição totalmente incomuns da asa dianteira, resultado das experiências de um tempo em que a aerodinâmica ainda engatinhava no esporte a motor, resultaram nos apelidos de “tábua de passar roupa” ou “prancha de surf”. Foi um carro muito bem sucedido, mesmo sem vitórias, levando o sueco Ronnie Peterson ao vice campeonato em 1971.

Ferrari 312B3 (1974):

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Este carro da “Máfia de Maranello” nem chegou a disputar um grande prêmio. Era para ser uma evolução do 312B3 do ano anterior, mas além de ser feio e lembrar uma enorme pá de retirar neve (apelido que foi dado ao protótipo, inclusive) não era lá muito eficiente, e foi abandonado, em prol de um projeto mais tradicional.

March 751 (1975):

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Outro carro da March, desta vez o modelo 751, de 1975, numa configuração de asa traseira um pouco diferente para o GP da Espanha daquele ano. Essa foi mais uma bizarra experiência aerodinâmica que não deu muito certo, e foi abandonada logo depois.

ATS H1 (1978):

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Esse foi o primeiro carro construído pela equipe germânica para a disputar o Mundial. Não era rápido, muito menos bonito, e não sei, eu não entendo muito de aerodinâmica, mas esse formato do cockpit não me parece ser muito ideal nos propósitos aerodinâmicos…

Ensign N179 (1979):

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Dessa lista de seis carros, chegamos ao quinto dos anos 70, o que me faz pensar seriamente que essa foi a época onde os engenheiros da Fórmula 1 mais pensaram em “soluções” bizarras. O Ensign N178 tinha uma “escadaria” na frente, que era composta pelos radiadores (de água e de óleo), numa tentativa de liberar espaço nas laterais para tentar potencializar o efeito-solo. Não deu certo, e além de lento, o carro é considerado por muita gente como o mais feio Fórmula 1 de todos os tempos.

Tyrrell 025 (1997):

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Esses apêndices aerodinâmicos foram a grande sensação da Fórmula 1 em meados dos anos 90 e esse foi um dos primeiros (ou o primeiro) carro a adotá-lo. Mas em 1997 a Tyrrell já não era mais a grande equipe que tinha sido no passado, e nem mesmo as asas extras conseguiram fazer do 025 um carro rápido.

Esses são os seis da minha lista, quem quiser fique à vontade para fazer a sua nos comentários. E aí, quais são os carros mais bizarros da Fórmula 1 para vocês?

70’s – Restos

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Na onda do filme Rush (que eu ainda não vi e que acredito que vou demorar muito ainda para ver, já que acho pouquíssimo provável que seja exibido no cinema da minha cidade), uma foto com os “restos mortais” do Ferrari 312T2 de Niki Lauda depois de quase morrer em Nürburgring.

Sobre Massa e Raikkönen

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A saída de Felipe Massa da Ferrari, e a volta do Kimi Raikkönen a Maranello para ocupar o lugar deixado pelo brasileiro é o grande assunto da silly season 2013. Eu não tenho o costume de abordar esse tipo de assunto aqui no blog, mas a coisa toda é importante demais para passar batida.

Felipe Massa ficou por 12 anos ligado à Scuderia, sendo que nesse tempo, foram oito temporadas como titular. É o segundo piloto com mais corridas disputadas pela equipe, atrás apenas de Michael Schumacher. Passou por grandes momentos, como o vice-campeonato em 2008, e por situações constrangedoras, como o “Fernando is faster than you”, em 2010. No meio do caminho, a mola do Brawn de Rubens Barrichello, e o maior susto de sua vida.

O brasileiro já estava na berlinda há algum tempo. Desde o acidente em 2009 e a posterior entrada de Alonso na equipe, com a vertiginosa queda de rendimento, o posto do brasileiro vinha sendo questionado, com a imprensa dando como certa sua demissão em várias ocasiões. Dessa vez, aconteceu.

Os motivos que levaram a isso já foram amplamente discutidos, é quase que consenso que o acidente na Hungria e a entrada de Alonso são os principais responsáveis pela “decadência” de Massa. O acidente certamente deixou sequelas, sejam físicas, sejam psicológicas. Nessa hora vale lembrar-se de Nelson Piquet e seu acidente em Ímola, em 1987: o tricampeão deixou muito claro que seu rendimento caiu demais depois disso. Isso valeu para Felipe Massa. O outro ponto, a chegada de Alonso, só contribui para aumentar ainda mais a pressão sobre o brasileiro. O espanhol chegou como a grande contratação, dominou a equipe de uma forma avassaladora, e deixou claro para Massa qual era seu papel dentro do time. Com isso, o piloto brasileiro foi tendo cada vez mais dificuldade em encontrar seu lugar na Scuderia e acabou chegando a esse ponto. Chances foram dadas, mas ele não teve nem condições de aproveitá-las.

Indo para o outro lado, Kimi Raikkönen volta à Ferrari depois de uma passagem “meia-boca” no WRC e duas temporadas excelentes na Lotus. É certo que o finlandês saiu da equipe de Maranello em uma situação desconfortável, totalmente desmotivado e sendo batido na pista pelo próprio piloto que ele irá substituir. Mas Kimi é um excelente piloto, quando se sente confortável. Sua passagem pela Lotus, uma equipe que o deixa fazer as coisas do jeito dele, prova isso. É rápido, sabe construir uma estratégia, e se aproveitar dos infortúnios dos rivais para marcar pontos e vencer corridas. Foi assim que conquistou seu título, em 2007. É um cara que não tem mais nada a provar.

Então a pergunta é: Por que voltar à Ferrari, se ele saiu de lá brigado com todo mundo, e a Lotus dá todas as condições dele fazer o que quiser? Grana, a meu ver. Na Ferrari ele tem a possibilidade de ganhar muito mais do que na Lotus, além do que, a equipe italiana tem muito mais condições de investimento e de proporcionar um carro que seja competitivo durante toda a temporada, do que o time de Enstone.

O que me intriga, de fato, é como será a relação entre Raikkönen, Alonso e Ferrari. A equipe não é de colocar dois campeões, ou mesmo dois pilotos de tão alto nível juntos. Em geral, trabalha com um piloto para ajudar a somar pontos, e outro para disputar o título. É difícil saber como a equipe vai lidar com dois pilotos que, possivelmente, vão disputar o título. E Fernando Alonso, na oportunidade em que precisou dividir as atenções de uma equipe com outro piloto, em 2007, na McLaren com Lewis Hamilton, mostrou que esse tipo de situação o deixa muito desconfortável. A perda do título para Raikkönen é um ótimo exemplo disso. Já Raikkönen não se dá muito bem com o tipo de relacionamento que a Ferrari impõe a seus pilotos, o finlandês odeia ser pressionado, odeia ser obrigado a fazer o que não quer.

Não posso afirmar que essa parceria tende a dar errado, mas as chances existem, como também pode acontecer algum “milagre” e as coisas correrem muito bem nos bastidores. Na pista, ambos são pilotos excelentes, com totais condições de disputarem o título, mas será que a Ferrari vai deixar isso acontecer? Aí a gente volta naquela coisa, da falta de “tradição” da equipe em lidar com dois postulantes ao título em suas fileiras.

Sinceramente, só vendo, para saber o que vai dar.