Papo Motor Episódio 7

Episódio 7

Está no ar o sétimo episódio do Papo Motor. Dessa vez a gente falou sobre as expectativas do GP do Canadá, as conclusões da investigação do acidente do Alonso na Austrália, e fizemos comentários sobre a seca de vitórias dos brasileiros na Fórmula 1.
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Papo Motor Episódio 5

Episódio 5

E está no ar o mais novo episódio do Papo Motor.

Dessa vez a gente falou das baixíssimas expectativas do GP da Rússia, a confusão envolvendo as mudanças das regras para 2017, e também fizemos um exercício de futurologia do passado, especulando o que aconteceria com Ayrton Senna se tivesse sobrevivido ao acidente de Ímola.

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PS: Nós estamos tendo problemas com o SoundCloud e estamos fazendo a migração dos episódios para outro site. Assim que tiver tudo resolvido, nós avisaremos!

Papo Motor Episódio 4

Episódio 4

No ar mais um episódio do Papo Motor, comigo e com o Ron Groo.

Nesse episódio a gente falou sobre o GP da China e mais um monte de bobagem que veio na cabeça.

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Papo Motor Episódio 3

Episódio 3

E está no ar mais uma edição do Papo Motor!
Dessa vez a gente falou da vitória das equipes e pilotos na questão da classificação, falamos sobre a briga de poder na Fórmula 1, sobre as expectativas para o GP da China e muito mais.
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PS: A partir de agora, os novos episódios vão ao ar às quartas-feiras à noite.

Resumão (2)

Aproveitando que o Papo Motor está no ar, vamos voltar com nossa seção de resumo das principais notícias da Fórmula 1.

Como tem sido o padrão, vamos aos tópicos.

Classificação.

Ok, é um pouco chato ficar indo e voltando nesse assunto, mas a verdade é que a coisa anda tão complicada nesse quesito, que nunca é demais falar sobre.
A novidade agora é que a FIA propôs um formato onde cada piloto deve dar, ao menos duas voltas lançadas, e os tempos dessas duas voltas sejam somados para se fazer uma média e definir as posições.
A princípio a proposta lembra a regra que vigorou no início dos anos 90, quando havia duas sessões de qualificação, uma na sexta-feira e outra no sábado, e os tempos eram somados. O problema é que isso seria mesclado ao atual modelo, com a sessão dividida em três partes (Q1, Q2 e Q3) com os pilotos tendo de somar tempo em todas as três sessões. Imagina só a confusão que isso vai dar. O alemão Sebastian Vettel já veio a público dizer que a ideia “é uma merda”, e até seu companheiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, que não costuma se meter nesses assuntos, disse que na Fórmula 1 “Há tanta política e besteira que às vezes é uma loucura”, numa crítica não só ao formato de classificação, mas ao esporte em geral, conforme informação do Grande Prêmio. E eu concordo plenamente com ambos (embora não usaria o linguajar do Vettel aqui no blog… hehehe). O Ron Groo disse, no Papo Motor, que a ideia por trás desse formato é evitar que os pilotos marquem tempo e depois voltem aos boxes. Muito louvável, mas pouco efetivo. É muito fácil dar duas voltas rápidas seguidas e voltar ao box, principalmente para os carros de ponta. Ou seja, a medida não serviria para nada, a não ser complicar, mesmo que só um pouco, as coisas. Volto a defender a ideia de que se deva manter o formato com a sessão de classificação dividida em três partes, mas o tempo poderia ser reduzido, principalmente no Q2 e Q3 (no Q1 as equipes pequenas aproveitam para “se mostrarem”, e seria maldade tirar esse tempo de exposição delas) com cada parte tendo seu tempo reduzido. Suponhamos: um Q3 com cinco minutos, contados a partir do primeiro carro a abrir volta rápida, seria o suficiente para que houvesse mais ação em pista. Ou mesmo a volta do antigo formato de sessão de uma hora de duração, com cada piloto dando 12 voltas e pronto.
Mas existe um problema ainda maior nisso tudo, que é o regulamento de pneus. É simplesmente chocante o fato de que, mesmo depois de anos, essa regra imbecil de se largar com os pneus usados no Q2 ainda exista. É justamente essa regra idiota que faz com que todo mundo dê uma volta e depois recolha os carros para os boxes. Quando a FIA se der conta disso e, ao menos, acabar com essa coisa de os pilotos terem que largar com pneus usados na classificação (o ideal seria a volta dos pneus específicos de classificação, até a Pirelli já deu essa ideia), as coisas podem ficar interessantes nos treinos classificatórios.

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Vettel sobre a proposta da FIA: “é uma merda” (Foto: Getty Images)

Haas

É consenso que a Haas é a grande surpresa positiva da temporada de 2016. A equipe americana, depois de dois grandes resultados nas duas primeiras provas do ano, mostrou que não veio para a Fórmula 1 a passeio e pode incomodar as equipes já estabelecidas.
Mas é uma pena que o time capitaneado pelo bilionário Gene Haas tenha tomado a decisão de parar o desenvolvimento do carro desse ano para se concentrar no carro de 2017, decisão essa tomada ainda no fim de semana do GP da Austrália.
A meu ver, é uma decisão extremamente precipitada. Ok, a gente sabe que as regras mudam bastante para o ano que vem e também sabe que quem começar mais cedo pode ter vantagens, principalmente uma equipe com o know-how e aporte técnico que o time ianque tem. Inclusive essa é a justificativa de Gene Haas para essa decisão.
O problema com tudo isso, é que a equipe tem potencial de sobra para conseguir bons resultados ainda nesta temporada. Tem grana, tem conhecimento, tem um baita suporte técnico da Ferrari (motores e câmbios atualizados), além de ter um piloto que vem se mostrando cada vez mais consistente, como Romain Grosjean. Inclusive o franco-suíço diz que o time tem potencial para melhorar em torno de meio segundo nas classificações, mesmo sem muita coisa o que mexer no carro, segundo reportagem, novamente, do Grande Prêmio. Isso pode sinalizar uma mudança de pensamento por parte da equipe? Não sei, mas acredito que, caso a Haas consiga manter esse nível, a equipe pode, sim, cogitar voltar atrás na sua decisão e trazer ao menos um pacote de atualizações durante o ano.
Vamos esperar para ver.

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Segundo Grosjean, Haas pode melhorar até 0,5 segundo nas próximas etapas. (Foto: Getty Images)

Mudanças nas regras para 2017

Até mesmo as mudanças que a FIA definiu para o ano que vem vêm sendo questionadas. Como se sabe, os chassis sofrerão mudanças que poderão fazer com que os carros fiquem até 3 segundos mais rápidos do que são hoje. Além disso, a Federação também quer pneus maiores e mais largos, com a intenção de equilibrar a importância da aderência aerodinâmica com a aderência mecânica.
Até aí tudo bem, eu acredito que esse é o caminho certo a se seguir. Com carros menos dependentes da aerodinâmica, tem-se menos turbulência gerada para os carros que vêm atrás, o que permite a aproximação e ultrapassagens sem precisar se recorrer a artificialidades como a asa móvel.
Os problemas começam com o fato de que mesmo que se tenha um maior equilíbrio entre as aderências aerodinâmica e mecânica, os carros irão passar a gerar mais downforce, principalmente em curva, o que vai aumentar a carga da força G a que os pilotos serão submetidos. Segundo o amigo Paulo Alexandre Teixeira, o Speeder 76, do blog Continental Circus, os pilotos já reclamam disso, com  Lewis Hamilton dizendo que o regulamento deveria privilegiar maior aderência mecânica.
Até a Pirelli entrou na discussão, cobrando agilidade por parte da FIA para que as regras sejam logo definidas, porque o tempo hábil vem se esgotando, e a fabricante italiana teme que sua imagem possa sair arranhada, caso as coisas não sejam feitas da maneira correta.
Tudo isso, essa pressão toda, levou o presidente da FIA, Jean Todt, a declarar que a entidade deveria ter o controle total da categoria, alegando que “Esta seria a coisa mais lógica. A FIA deveria ter o controle total, como regulador e legislador da Fórmula 1. Mas historicamente nunca foi assim, e foi isso que herdei, dessa forma”, segundo declaração dada à revista Autosport, replicada em reportagem do Globo Esporte. Na mesma matéria, é citada uma carta aberta assinada pelos pilotos (não citados quais) que diz que a chefia da Fórmula 1 estaria “obsoleta e mal estruturada”. Jean Todt respondeu convidando os pilotos a debaterem com ele a respeito de suas preocupações mas alfinetou, dizendo que são poucos os pilotos conhecem a estrutura de governo da Fórmula 1.
Isso ainda vai dar muito “pano pra manga”, e é quase que iminente uma queda de braço entre pilotos, equipes, a FIA e a FOM. Na minha opinião, essa é a hora de os pilotos começarem a dar vazão às suas ideias e buscarem um lugar de maior destaque nas decisões da categoria. Ao contrário do que Jean Todt (e Lewis Hamilton também) acreditam, os pilotos sabem sim o que é melhor para a categoria, afinal são eles quem guiam os carros, são eles quem arriscam os seus pescoços a cada 15 dias para que nós possamos nos entreter.

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A Pirelli pede agilidade nas decisões sobre as mudanças das regras. (Foto: SkySports)

Sauber

Um último assunto: Segundo o jornalista Rafael Lopes, do blog Voando Baixo, a história de que a Sauber não iria aos GPs da China e Rússia não passam de boatos infundados. Mas a chefe da equipe, Monisha Kaltenborn, negocia o futuro do time. Existem, de fato, negociações com a FCA (FIAT) para que o time seja comprado e transformado na equipe de fábrica da Alfa Romeo, e também com a Tetrapak.
Ainda segundo o jornalista, boa parte do equipamento da equipe suíça já está em Xangai para o GP da China.

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Especulações e boatos sobre o futuro da Sauber (Foto: Getty Images)

Esse foi o nosso resumão de noticias. Fiquem ligados, e não se esquecem que na segunda (ou terça) que vem, tem episódio novo do Papo Motor!

Papo Motor Episódio 2

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Está no ar o segundo episódio do Papo motor, comigo e com o Ron Groo.
Dessa vez a gente falou sobre o GP do Bahrein, a polêmica da classificação, a decisão da Haas de parar o desenvolvimento, e muito mais.

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