SF1T Classics – África do Sul ’83

Um panorama geral do fim se semana do bicampeonato. Detalhe pro Nelsão bebaço no fim do vídeo!

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SF1T Classics – África do Sul 1983

15 de outubro. Há exatos 30 anos, Nelson Piquet chegava em terceiro lugar no GP da África do Sul e, com o abandono de Alain Prost, se sagrava bicampeão mundial de Fórmula 1.

Em homenagem ao grande feito do Mestre Nelsão, eu trago a corrida na íntegra para vocês.

Assistam!

(Tem um japonês falando no começo, mas o áudio da corrida é o da Globo, com narração do Galvão e comentários do Reginaldo)

Especial – Ocaso?

O fim chega para todos. No caso de Rubens Barrichello ele já foi decretado inúmeras vezes, mas sempre foi devidamente adiado pelo piloto, que sempre conseguiu dar mais sobrevida à sua carreira na Fórmula 1 do que seus detratores gostariam. Notadamente no fim de 2008, quando foi dado como aposentado, mas ressurgiu das cinzas na efêmera Brawn GP, para disputar o título até a penúltima estapa.

Agora, mais uma vez, Barrichello está se vendo na incômoda situação de três anos atrás, a cada dia que passa sua aposentadoria é dada como certa com a mesma força que é dada como certa a contratação de Kimi Räikkönen pela Williams para a temporada de 2012.

Sinceramente, eu não sei o que pensar sobre isso, eu assumo que sou fã do velho Barrica, mas concordo que a contratação de Kimi seria muito interessante no processo de reestruturação do time de Grove, e também que os petrodólares de Pastor Maldonado são essenciais para a equipe (longe de considerar o venezuelano mau piloto, mas é certo que o generoso patrocínio da estatal PDVSA é primordial para sua manutenção no grid).

O grande problema nisso tudo é saber até que ponto essa insistência de Barrichello de ficar na Fórmula 1 pode ser benéfica para o piloto. Até que ponto ele seria capaz de se submeter só para ter um carro para guiar no ano que vem. Na minha modesta opinião, nada que seja abaixo do que a Williams possa oferecer (que mesmo com os motores Renault não é lá grande coisa) traz vantagem ao piloto. Ficar por ficar não compensa, principalmente pelo fato de Barrichello ter sua imagem já bastante arranhada com os domingueiros e populacho em geral. O melhor seria enfiar a viola no saco,  pendurar o capacete e curtir os milhões ganhos em quase 20 anos de Fórmula 1.

Sinceramente, eu desejo tudo de melhor para ele, e espero que ele saiba o que irá fazer, para não manchar uma carreira limpa, honesta e tão bem sucedida (sim, bem sucedida, afinal ninguém tem 11 vitórias, 14 poles, 17 voltas mais rápidas, 68 pódios e 2 vice-campeonatos à toa) como a que ele construiu ao longo de todos esses anos.

Na foto, Rubens em Kyalami, África do Sul, no fim de semana de sua estréia na Fórmula 1, em 1993.