Malásia 2015

Eu não vi a corrida, e todo mundo anda dizendo que foi uma corridaça. Aliás, a corrida sempre é boa quando eu não consigo ver. Sempre…

Como eu não vi, não cabe ficar aqui resenhando nada, então vou apenas dar minha opinião sobre as coisas que aconteceram.

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Em tópicos.

Ferrari –  A máfia de Maranello foi a grande protagonista do GP da Malásia e Sebastian Vettel foi o “cara” do domingo. Apenas na sua segunda corrida pelo time, o tetracampeão já consegue uma vitória que pode ser chamada de histórica. Primeira vitória da Ferrari desde o GP da Espanha de 2013 e a primeira de Vettel desde o GP do Brasil do mesmo ano. E foi uma bela vitória, contando com uma estratégia inteligente, mas também com o absurdo talento do alemão, que conseguiu manter nada menos do que 8.5 segundos de vantagem para a poderosa Mercedes de Lewis Hamilton. Mas não só Vettel deu show pela equipe vermelha. Kimi Räikkönen também mostrou todo seu talento. Tocado por Felipe Nasr logo no início e tendo um pneu furado, caiu para o último lugar e veio escalando o pelotão até chegar em quarto. Não fosse por esse infortúnio, garanto que a Ferrari teria seus dois carros no pódio. Depois de tudo que aconteceu com a equipe e com Vettel em 2014, é um verdadeiro alívio essa excelente performance logo na segunda prova do campeonato.

Mercedes – Semana passada eu disse que a Mercedes só perderia o GP da Malásia para ela mesmo. Pois bem, foi exatamente isso o que aconteceu. Não desmerecendo o trabalho da Ferrari e do Vettel, mas a possibilidade para que eles vencessem só apareceu após o time alemão errar vergonhosamente na estratégia. Ao resolver antecipar as paradas de Hamilton e Rosberg, e depois mudar a estratégia de pneus no final da corrida, os prateados abriram caminho para Vettel. Embora a própria Mercedes tenha dito que a vitória da Ferrari acendeu a “luz de alerta” no time, eu acredito que não seja para tanto. Não cometendo erros estúpidos desse tipo, os alemães não têm muita coisa a temer na luta pelo campeonato.

Williams – A turma de Grove foi bastante prejudicada pela chuva de sábado, já que mesmo sendo uma evolução do carro do ano passado, o FW37 herdou os problemas de seu antecessor no piso molhado. Mas no domingo fizeram corrida honesta, com Bottas chegando em quinto e Massa em sexto. Eu acredito que a Williams possa brigar pelo pódio, ou mesmo beliscar uma vitória, ao longo do ano, mas fica meio que claro que eles não vão superar a Ferrari e vão ser a terceira força do campeonato. Desde que a evolução não pare, é o suficiente, por enquanto. Vale destacar a linda briga entre Massa e Bottas no finalzinho da corrida. Sem nenhuma interferência da equipe, os dois companheiros duelaram pela quinta posição, com Bottas fazendo a ultrapassagem no finalzinho da última volta.

Red Bull/Toro Rosso – Quem diria que a situação iria chegar a chegar a esse ponto? Não bastasse tomar volta do Vettel, a ex equipe do alemão ainda terminou atrás dos dois carros do seu time B. Max Verstappen e Carlos Sainz Jr chegaram na zona de pontos (Sainz Jr pela segunda vez no ano), sendo que o moleque holandês se tornou, aos 17 anos, o mais jovem piloto de todos os tempos a pontuar na Fórmula 1. Nada mal para a dupla que parece ter acabado de sair do berçário. Voltando ao time principal, fica aquela sensação de que a Red Bull já não é mais a mesma, e que sem Vettel e Newey a coisa não anda. Não acho que seja mesmo assim, mas parece que a turma do energético tem se esforçado para fazer parecer isso.

Lotus/Sauber/Force India – O pessoal do meio do bolo passou, mais uma vez, quase despercebido, não fosse pelo sueco Ericsson, da Sauber, que rodou sozinho e fez o safety car entrar na pista, e de seu companheiro Nasr, que quase tirou Räikkönen da prova. Falando no brasileiro, ele não chegou nem perto de repetir a excelente performance da Austrália, muito por conta dessa barbeiragem no início, e terminou num discreto décimo segundo lugar. A participação dos pilotos da Lotus e Force India foi tão discreta, que eu nem consegui saber o que fez com o que Maldonado não terminasse a prova, por exemplo. Grosjean, Hülkenberg e Pérez passaram longe dos pontos.

Manor – Apesar de todas os problemas, que inclusive fizeram um dos seus pilotos nem largar, a Manor conseguiu terminar a prova com um de seus carros, e nem foi tão absurdamente atrás, já que o espanhol Roberto Merhi ficou a apenas três voltas de Vettel.

McLaren – Nem Fernando Alonso nem Jenson Button terminaram a prova. Ambos tiveram problemas técnicos que os obrigaram a abandonar, embora o espanhol até tenha chegado a andar na zona de pontuação durante o tempo em que esteve na pista. A situação do time de Woking segue na mesma, sem nenhum a previsão de quando os motores Honda poderão ser usados a pleno. Fico imaginando o que anda passando na cabeça do nosso querido “Chiliquento” vendo a Ferrai vencer logo na segunda corrida depois da saída dele…

No geral, o GP da Malásia foi uma boa corrida, e pode mostrar, de forma um pouco mais clara, o que pode vir a ser o mundial de 2015. Já dá para vislumbrar as correlações de forças entre equipes e pilotos, e ter uma noção de quem vai brigar pelo que, ao longo do ano.

Classificação final do GP da Malásia 2015:

Sem título

Considerações Pré Malásia 2015

Eu ainda não estou muito certo se eu devo, ou não, resenhar corridas, comentar notícias e coisas desse tipo. Mas como eu propus a mim mesmo a meta de manter o blog atualizado, enquanto eu não conseguir estipular o rumo definitivo que eu vou seguir, vou escrevendo sobre o que eu julgar relevante.

Neste fim de semana acontece o GP da Malásia, segunda etapa do mundial. Sinceramente, depois do verdadeiro fiasco que foi o GP da Austrália, eu nem sei o que esperar da corrida em Sepang.

A Fórmula 1 volta à Malásia, com um grid mais enxuto que esse

A Fórmula 1 volta à Malásia, com um grid mais enxuto que esse

De início dá para se ter a certeza que a Mercedes só perde para ela mesmo. A julgar pelo que foi visto no Albert Park, a equipe alemã parece ter conseguido se distanciar ainda mais da concorrência, e Lewis Hamilton mostrou que não foi campeão por acaso. Botou um temporal em cima do companheiro Nico Rosberg na classificação e não foi ameaçado, de verdade, em momento algum da corrida. A tendência é que isso se mantenha dessa forma.

Fernando Alonso e Valtteri Bottas finalmente irão correr. Bem, o caso do finlandês da Williams é mais tranquilo, já que as dores nas costas foram totalmente sanadas. Já o espanhol… Alonso foi liberado pelos médicos da Federação para competir, e eu acredito que condições físicas ele tenha sim, para encarar a prova. O que me deixa com a pulga atrás da orelha é o carro da McLaren, mais especificamente o motor Honda. Na Austrália, o time de Woking correu com suas unidades de força em “modo de segurança” para evitar problemas de aquecimento, principalmente. Ou seja, o próprio pessoal da Honda sabe que o caminho até que sua engenhoca esteja em plenas condições é longo e tortuoso. O problema é que o nosso “chiliquento” preferido não tem a paciência entre suas maiores virtudes. Eu até brinquei no Facebook, dizendo que o Alonso “tava dando migué” para não passar vergonha. É óbvio que a situação do piloto da McLaren era delicada e só ele e os médicos sabem o que se passou, mas sabendo o temperamento dele, não seria nenhum absurdo imaginar que, em breve, a chapa esquente para os lados do time bretão, embora ele diga que está mais feliz do que nunca esteve na vida…

Sobre a Williams e a Ferrari, eu acredito que as duas equipes possam vir a trazer a um pouco de emoção à corrida na Malásia, e ao campeonato em geral. O time de Grove manteve o bom desempenho do ano passado, com Felipe Massa fazendo corrida honesta em Melbourne, e a máfia de Maranello, além de ter evoluído bastante depois do furacão que passou por lá no fim de 2014, tem em Sebastian Vettel sua grande arma. Motivado, o tetracampeão já conseguiu um pódio esse ano. Bottas volta e, se mantiver o nível, é candidato na briga pelo pódio com seu companheiro e a dupla da Ferrari (se bem que o Räikkönen não me pareceu muito disposto na Austrália).

Sobre a turma que vem mais atrás, quem promete é Felipe Nasr (não vou fazer a piadinha do Senna reverso aqui no blog). Depois de uma excelente estreia, o brasileiro da Sauber pode conseguir mais um bom resultado em Sepang. Aliás, ele deve aproveitar ao máximo essas primeiras corridas da temporada para deixar seu “cartão de visita”, porque com a pindaíba em que o time suíço se encontra, o desenvolvimento do carro será muito prejudicado ao longo do ano e o desempenho vai cair, invariavelmente. Na Lotus o sentimento é de otimismo, com Maldonado dizendo que o time está próximo de Williams e Ferrari. Sei não, os dois carros abandonaram em Melbourne. Ok, o caso do Maldonado foi de acidente, mas eu não consigo ser otimista com a situação deles. A Red Bull, depois da má atuação na abertura da temporada, vem fazendo mimimi e reclamando do domínio da Mercedes. Hipocrisia pura, já que quando o time dos energéticos estava no auge, era tudo beleza. De qualquer forma eu espero uma reação deles em Sepang. Grana e capacidade para isso eles têm de sobra. O time B me surpreendeu positivamente na Austrália com o desempenho do novato Sainz Jr, marcando pontos na estreia. Mas é difícil esperar muita coisa quando se tem dois pilotos tão jovens como esses da Toro Rosso. A Force India parece que briga com a McLaren para ver quem tem o pior carro, já que o desempenho no Albert Park foi pífio.

Por fim a Manor. Corre ou não corre? Parece que sim, mas eu duvido muito que a ex Marussia consiga até mesmo chegar ao final da temporada. Depois de ir para a Austrália e não alinhar no grid, sequer ter andado na classificação, o time recebeu uma punição da FOM e vai deixar de embolsar US$9 milhões de premiação, uma grana que vai fazer muitíssima falta aos magros cofres da esquipe.

No mais, sempre existe a possibilidade de chuva em Sepang, e isso pode embaralhar um pouco as coisas, se bem que eu acredito que nem a chuva possa atrapalhar a Mercedes. De qualquer forma, eu sou péssimo em “futurologia”, e posso quebrar minha cara lindamente. Vejamos, pois, o que o GP da Malásia nos reserva, no próximo domingo.

Malásia 2014

A segunda etapa da temporada de 2014 da Fórmula 1, disputada na Malásia no último final de semana, trouxe a confirmação da supremacia da Mercedes, a reação da Red Bull, e algumas polêmicas.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg não tomaram conhecimento da concorrência e fizeram a primeira dobradinha do ano, com ampla vantagem para o terceiro colocado, Sebastian Vettel, da Red Bull. Hamilton chega à sua vigésima terceira vitória, e se iguala ao tricampeão Nélson Piquet.

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Hamilton chega à 23ª vitória na carreira

A corrida, ao contrário do treino classificatório, começou com tempo seco, e logo de cara alguns carros já tiveram problemas, como o Force India de Sergio Pérez, e o Red Bull de Daniel Ricciardo.  Logo na largada Hamilton e Rosberg pularam na frente enquanto Vettel perdia posições. Ricciardo, Alonso, Hülkenberg, Räikkönen, Magnussen e Button vinham logo em sequência.

A corrida foi marcada por acidentes logo no início, com Magnussen e Räikkönen se tocando, e Maldonado e Bianchi também. O acidente entre os pilotos da Lotus e Marussia foi investigado e Bianchi, culpado, foi punido com um stop & go. Maldonado, no entanto, não conseguiu ir muito longe, com seu Lotus mais uma vez apresentando problemas.

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A largada

Felipe Massa vinha bem na prova, conquistando posições enquanto era seguido de perto por seu companheiro Bottas.  Enquanto na frente Vettel recuperava o terceiro posto e Rosberg esboçava um ataque sobre seu companheiro, que liderava a prova.

Nesse momento começa a primeira rodada de pit stops, onde a maioria dos pilotos opta pelos pneus médios (os mais macios disponíveis), enquanto Räikkönen, que havia caído para o fundo do pelotão depois de seu toque com Magnussen, escolhe os pneus duros, na tentativa de fazer um stint mais longo e recuperar posições.

Embora os ponteiros tenham perdidos suas posições, logo elas são recuperadas e a ordem é reestabelecida, com as Mercedes na ponta e abrindo cada vez mais distância do pelotão. Vettel, Ricciardo, Alonso e Hülkenberg vinham atrás, seguidos de Button, Massa Bottas e Kvyat, que vinha numa luta frenética.

A segunda rodada de pit stops foi aberta por Alonso na volta 28, com pessoal que vinha atrás da Mercedes indo primeiro. Enquanto isso a briga vinha boa no meio, com Kobayashi lutando Grosjean pela 12ª posição. Logo depois os ponteiros pararam, e seguidos pelo pelotão intermediário. Após a segunda rodada, a ordem era praticamente a mesma, à exceção de Hülkenberg, que vinha em quarto, mas não havia parado.

E então começa uma sequência de abandonos: Além de Maldonado, Sutil e Gutiérrez param, deixando a Sauber de fora da prova. A corrida vinha sem mudanças, entediante até, quando na volta 40 começa nova rodada de pit stops (a prova de que a corrida estava realmente chata é o fato de que a maioria das ações dignas de nota aconteceu nos boxes). Ricciardo entra para trocar seus pneus, mas uma roda foi mal colocada o obrigando a parar e os mecânicos puxarem de volta o carro pra a o box da equipe e apertar a roda corretamente. Obviamente isso resulta numa punição, e o australiano foi obrigado a cumprir um stop & go.

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Lambança da Red Bull no pit stop de Ricciardo

Na frente Hamilton seguia firme e forte rumo à vitória, enquanto, mais atrás, Massa e Bottas vinham na briga e aí entra a maior polêmica do fim de semana. A Williams avisa pelo ao brasileiro que seu companheiro está mais rápido, o mesmo “faster than you” de 2010 na Ferrari. Mas dessa vez Felipe ignora a ordem e não cede a posição ao finlandês.

No fim, Alonso supera Hülkenberg, e a ordem é mantida até a bandeirada, com Hamilton conseguindo sua primeira vitória no ano, seguido por Rosberg, e Vettel.

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Hamilton cruza em primeiro e confirma o favoritismo da Mercedes

Resultado final do Grande Prêmio da Malásia de 2014:

  1. 44   Lewis Hamilton        ING        Mercedes
  2. 6    Nico Rosberg              ALE        Mercedes
  3. 1    Sebastian Vettel       ALE        Red Bull/Renault
  4. 14   Fernando Alonso    ESP        Ferrari
  5. 27   Nico Hülkenberg     ALE        Force India/Mercedes
  6. 22   Jenson Button          ING        McLaren/Mercedes
  7. 19   Felipe Massa             BRA       Williams/Mercedes
  8. 77   Valtteri Bottas          FIN         Williams/Mercedes
  9. 20   Kevin Magnussen   DIN        McLaren/Mercedes
  10. 26   Daniil Kvyat                RUS       Toro Rosso/Renault
  11. 8    Romain Grosjean     FRA        Lotus/Renault
  12. 7    Kimi Räkkönen          FIN         Ferrari
  13. 10  Kamui Kobayahi        JAP        Caterham/Renault
  14. 9    Marcus Ericsson        SUE        Caterham/Renault
  15. 4    Max Chilton*             ING        Marussia/Ferrari
  16. 3    Daniel Ricciardo*      AUS       Red Bull/Renault
  17. 21   Esteban Gutiérrez*               MEX      Sauber/Ferrari
  18. 99   Adrian Sutil*             ALE        Sauber/Ferrari
  19. 25   Jean-Éric Vergne*  FRA        Toro Rosso/Renault
  20. 17   Jules Bianchi*           FRA        Marussia/Ferrari
  21. 13   Pastor Maldonado*VEN      Lotus/Renault
  22. 11   Sergio Pérez*           MEX      Force India/Mercedes

Volta mais rápida: Lewis Hamilton – 1:43.066 (volta 53)

* Não completaram

Sobre o Multi 21

Eu sei que a temporada de 2013 já começou, já tivemos duas corridas, esse fim de semana já vai acontecer a terceira, e eu não disse absolutamente nada… Não que eu não quisesse, na verdade eu não sei se eu realmente tenho talento para fazer análises, ou coisas do tipo, além do que, eu acho que ficar resenhando corridas, por aqui seria um tanto quanto redundante, já que existem vários blogs e sites que fazem isso (e muito melhor do que eu, diga-se).

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Mas a polêmica da ordem de equipe da Red Bull, na Malásia, continua por aí e, vendo as recentes declarações de Sebastian Vettel, eu resolvi dar minha opinião.
Segue a íntegra do que disse o atual campeão (retirei as declarações do blog A Mil Por Hora, do Rodrigo Mattar, que as retirou do Grande Prêmio):

“Tendo entendido a mensagem e tendo pensado sobre isso, refletido sobre isso, pensei no que o time queria que eu fizesse, deixasse Mark vencer e ficar no segundo lugar… Acho que teria pensado sobre isso e, provavelmente, feito a mesma coisa”, explicou. “Ele não merece isso. Há um conflito, pois, por um lado, eu sou o tipo de cara que respeita as decisões do time e, por outro, provavelmente Mark não fosse o tipo de cara que merecia isso no momento”, avaliou. “Eu nunca tive apoio do lado dele. Tenho muito apoio do time e o time nos apoia da mesma maneira”,

Ordens de equipe, por si só, são extremamente polêmicas. Mesmo quando a equipe tem uma definição clara de quem é o primeiro, e de quem é o segundo piloto. No caso da Red Bull, mesmo que eles não definam oficialmente, é bastante óbvio que Vettel é o primeiro piloto – todo mundo sabe disso.
Sinceramente, eu não vejo tanto motivo para essa celeuma toda. Webber vem constantemente desrespeitando a “hierarquia” dentro da Red Bull, deixando de ajudar e, em certas ocasiões, até tentando atrapalhar a vida de Vettel. O australiano já declarou, várias vezes, que se acha injustiçado dentro da equipe, pelos “privilégios” dados ao alemão, diz que não existia essa coisa de primeiro e segundo, etc. Mas raciocinemos: A Red Bull investiu uma grana pesadíssima no desenvolvimento de Vettel desde as categorias de base, moldou o piloto para liderar o time, enquanto investia na estruturação do mesmo. Mark Webber sempre, e eu repito: SEMPRE, foi tido como um coadjuvante dentro da equipe. Só ele mesmo é quem não enxergava dessa forma. Ok, ele teve sua chance em 2010, e a desperdiçou. Mas 2010 foi uma temporada um tanto quanto atípica. Eu confesso que torci para o australiano, naquela temporada, tenho a tendência de me solidarizar com tipos como ele: esforçados, mas relegados ao segundo plano, por não serem os melhores no fazem. Eu sou assim, então sei como é… Mas, como eu disse, ele desperdiçou a chance. E por sua própria culpa. Não adianta, agora que o companheiro chegou a três títulos consecutivos, querer reclamar. Tudo bem, a ordem foi dada, e deveria ter sido cumprida. Mas pilotos como Vettel não se submetem a isso. É uma coisa que todos os grande têm: Senna, Piquet, Prost, Schumacher. E Vettel é um deles. É um campeão nato, um gênio. E gênios não aceitam que nada se oponha a seus objetivos.
Quanto a Mark Webber: Já deu, é hora de sair da Fórmula 1. A Porsche está em conversações com ele, para se juntar ao time na volta às corridas de longa duração. Talvez seja melhor para ele. Quem sabe ele não se dá bem, e consiga, finalmente, provar que tem condições de vencer um título.

Só um aparte: Acabei de ler, no Grande Prêmio, que Alonso disse que acataria a ordem se estivesse no lugar de Vettel. Pronto: Já temos a piada do ano…