Inferno

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Eddie Irvine conhecendo o inferno na terra em Spa.

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Top Alguma Coisa – Os Mais Belos

E hoje eu vou inaugurar mais uma seção aqui. Todo mundo faz postagens do tipo top 10 e essas coisa. Eu resolvi fazer isso também. É divertido, e é bom pra encher lingüiça quando não se tem muito assunto.

Então, para inaugurar a seção Top Alguma Coisa, vou aproveitar o gancho da última postagem, e falar um pouco dos carros que, em minha opinião, são os mais bonitos de todos os tempos na Fórmula 1. Quem quiser, faça também a sua lista nos comentários.

10º lugar – Tyrrell 006, 1973

Francois Cevert, aparentemente em Mônaco

Eu confesso que eu acho os carros dos anos 70, em geral, muito feios. Mas esse Tyrrell 006 é bem bonitão. Eu gosto do layout dele, com esse símbolo da ELF gigantesco na frente e, considerando-se que é um carro dos anos 70, até que o conjunto é bem harmonioso. Sem contar que combina perfeitamente com o capacete do Cevert.

9º Lugar – Toleman TG184, 1984

Ayrton Senna, Brands Hatch, 1984

Provavelmente o povo vai questionar essa escolha. Eu não sei exatamente o porquê, mas eu gosto muito desse carro, acho fantástica a disposição das asas traseiras, sem contar a pintura, linda. Além de tudo, tem um enorme valor sentimental, já que foi o carro em que Ayrton Senna estreou na Fórmula 1.

8º lugar – Mercedes-Benz W196, 1954 e 1955

Fangio em Spa-Francorchamps, 1955

Eu devo dizer que meu maior interesse nos carros dos anos 50 é tentar entender como os caras tinham coragem de andar naquelas genringonças. Mas é inegável que a Mercedes conseguiu fazer um carro que, além de ser extremamente eficiente, era muito bonito, tanto na versão open wheel, quanto na streamliner.

7º lugar – Lotus 49, 1967 a 1970

Jim Clark, Zandvoort, 1967

Esse é uma jóia dos anos 60. É impressionante a capacidade que Colin Chapman tinha de fazer carros que eram, ao mesmo tempo, leves, rápidos e bonitos (apesar de serem frágeis como uma casca de ovo). O Lotus 49 não nega a sua linhagem, era lindo, rápido e revolucionário.

6º Lugar – Ferrari 126C2, 1982

Gilles Villeneuve, Jacarepaguá, 1982

Todo mundo sabe que eu odeio a Ferrari. Mas seria uma grande injustiça não citar o 126C2 nessa lista. Ele é de longe o carro mais bonito feito pela máfia de Maranello. Além disso, era um torpedo, corria igual notícia ruim. Mas era tão fraco em termos de segurança, que Nelson Piquet chegou a chamar o carro de “caixão sobre rodas”, e vivia insistindo que alguém ia acabar morrendo nele. Dito e feito: nos treinos do GP da Bélgica, o seu grande amigo Gilles Villeneuve acabou sofrendo um terrível acidente e não sobreviveu. Meses depois foi a vez de Didier Pironi sofrer outro grave acidente com o 126C2, que forçou sua aposentadoria.

5º Lugar – Brabham BT49, 1979 a 1982

Nelson Piquet, Mônaco, 1981

Outro que tem um enorme valor sentimental, afinal de contas, foi o carro que há 30 anos deu o primeiro título ao grande Nelson Piquet. É um dos carros com linhas mais harmoniosas que já rodaram pelos circuitos da Fórmula 1, e com um dos layouts mais bonitos e marcantes de todos os tempos, que é ao mesmo tempo simples e genial.

4º Lugar – Jordan 191, 1991

Bertrand Gachot, Interlagos, 1991

Outro que também tem um layout simples, mas muito marcante. A combinação do azul com verde, que geralmente fica estranha, funcionou perfeitamente bem nesse carro, que tem linhas bem arredondas, de extremo bom gosto.

3º Lugar – Lotus 91, 1982

Roberto Pupo Moreno, Zandvoort, 1982

Eu costumo dizer que as temporadas de 1982 e 1984 produziram os mais lindos carros da história da Fórmula 1. E para confirmar isso, mais um carro dessa temporada, e mais um da Lotus, nessa lista. Esse foi o penúltimo carro da equipe projetado por Colin Chapman. É um primor de design, principalmente nessa versão sem a asa dianteira, que deixa o carro ainda mais charmoso. Sem contar a mitológica pintura JPS, que deixa qualquer coisa linda.

2º Lugar – Williams FW14, 1991 e 1992

Nigel Mansell, Mônaco, 1992

Adrian Newey pode ser considerado como uma espécie de sucessor de Colin Chapman. Seus carros sempre trouxeram soluções geniais, sempre foram verdadeiros foguetes, e claro, sempre foram verdadeiras jóias, em termos de design. O FW14 não foge a essa regra. Sua versão B, de 1992 dominou o campeonato de tal maneira, que levou Ayrton Senna a dizer que se tratava de um caro de outro mundo. A combinação de cores também ajuda muito, além das linhas extremante elegantes. Sem contar esse número 5 pintado em vermelho. Lindo!

1º lugar – McLaren MP4/2, 1984 a 1986

Niki Lauda, Monza, 1984

Bem, eu já falei um pouco desse carro na última postagem. Eu sei que muita gente pode não gostar desse jeitão de tanque de guerra dele, mas eu acho que talvez seja justamente isso que me atrai tanto nele, sem contar o lendário layout Marlboro. Tudo era meio exagerado, era um carro meio gordinho, grandalhão, e tinha um motor que fazia dele um verdadeiro torpedo. Resultado: disputou três temporadas e papou o título de pilotos nas três.

Especial – Ocaso?

O fim chega para todos. No caso de Rubens Barrichello ele já foi decretado inúmeras vezes, mas sempre foi devidamente adiado pelo piloto, que sempre conseguiu dar mais sobrevida à sua carreira na Fórmula 1 do que seus detratores gostariam. Notadamente no fim de 2008, quando foi dado como aposentado, mas ressurgiu das cinzas na efêmera Brawn GP, para disputar o título até a penúltima estapa.

Agora, mais uma vez, Barrichello está se vendo na incômoda situação de três anos atrás, a cada dia que passa sua aposentadoria é dada como certa com a mesma força que é dada como certa a contratação de Kimi Räikkönen pela Williams para a temporada de 2012.

Sinceramente, eu não sei o que pensar sobre isso, eu assumo que sou fã do velho Barrica, mas concordo que a contratação de Kimi seria muito interessante no processo de reestruturação do time de Grove, e também que os petrodólares de Pastor Maldonado são essenciais para a equipe (longe de considerar o venezuelano mau piloto, mas é certo que o generoso patrocínio da estatal PDVSA é primordial para sua manutenção no grid).

O grande problema nisso tudo é saber até que ponto essa insistência de Barrichello de ficar na Fórmula 1 pode ser benéfica para o piloto. Até que ponto ele seria capaz de se submeter só para ter um carro para guiar no ano que vem. Na minha modesta opinião, nada que seja abaixo do que a Williams possa oferecer (que mesmo com os motores Renault não é lá grande coisa) traz vantagem ao piloto. Ficar por ficar não compensa, principalmente pelo fato de Barrichello ter sua imagem já bastante arranhada com os domingueiros e populacho em geral. O melhor seria enfiar a viola no saco,  pendurar o capacete e curtir os milhões ganhos em quase 20 anos de Fórmula 1.

Sinceramente, eu desejo tudo de melhor para ele, e espero que ele saiba o que irá fazer, para não manchar uma carreira limpa, honesta e tão bem sucedida (sim, bem sucedida, afinal ninguém tem 11 vitórias, 14 poles, 17 voltas mais rápidas, 68 pódios e 2 vice-campeonatos à toa) como a que ele construiu ao longo de todos esses anos.

Na foto, Rubens em Kyalami, África do Sul, no fim de semana de sua estréia na Fórmula 1, em 1993.