3 Rodas

Michael Schumacher Ferrari  Spa 1998

Michael Schumacher logo depois de “atropelar” David Coulthard em Spa, 1998.

E nos boxes a coisa esquentou…

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Resumão

Bom, eu havia proposto fazer uma Quinzena das Nanicas e postar somente coisas relativas a elas, mas andaram acontecendo tantas coisas interessantes nesses dias, que eu achei por bem dar um tempo na saga e fazer um resumão dessas notícias. Provavelmente essa vai ser uma seção fixa do blog.  Vamos lá!

Stefano Domenicali fora da Ferrari – Notícia fresquinha, saiu agora há pouco. Depois de 7 temporadas, Domenicali não é mais chefe de equipe da Ferrari. A equipe diz que Domenicali se demitiu. Obviamente o agora ex-chefe de equipe de Maranello foi mandado embora. A Ferrari precisava de um bode expiatório para o fraco início de temporada e, como não é do feitio da cúpula do time assumir seus erros,  joga-se a culpa no pobre Domenicali. Montezemolo aprendeu direitinho com o velho Commendatore. Quem assume o cargo é Marco Mattiacci , atualmente o chefe de operações da Ferrari nos EUA.

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Bode expiatório do fracasso de Maranello

Michael Schumacher mostra evolução em seu quadro – Uma boa notícia, nesta segunda feira. A assessora de imprensa do heptacampeão concedeu entrevista à TV alemã e disse que Schumacher tem “momentos de consciência” e mostra “pequenos sinais de progresso” chegando a ter momentos em que fica acordado e consciente. Keep fighting Michael!

#KeepFightingMichael

KeepFightingMichael

Niki Lauda rebate críticas de Ecclestone e Montezemolo ao regulamento – Bem ao seu estilo, direto, ácido e sem papas na língua, Niki Lauda rebatou duramente as críticas feitas ao atual regulamento da Fórmula 1, principalmente as de Bernie Ecclestone e Luca di Montezemolo.  Lauda disse que é “estúpida”  a forma como ambos criticam o regulamento, indo de encontro aos interesses da própria categoria, o que poderia, inclusive, “destruir a Fórmula 1”. Como eu disse semanas atrás: O que se vê da parte desses dois, Bernie principalmente, é uma verdadeira campanha difamatória na tentativa de se marcar posições numa guerra de poder contra a FIA. A atitude de Montezemolo, ao endossar as críticas de Ecclestone, é apenas mais uma comprovação da forma, a meu ver, espúria, como a Ferrari lida com as situações quando seus interesses são contrariados, ou quando ela se vê sem condições de ganhar na pista. Como tudo o que envolve Ferrari e Ecclestone, nos últimos anos: lamentável!

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Nasceram um para o outro

FIA aceitou a inscrição da Hass para 2015 – Depois de anos sem uma equipe norte-americana na Fórmula 1, a inscrição da equipe chefiada pelo bilionário Gene Hass foi oficialmente aceita para a temporada de 2015. Hass não é nenhum “leigo” no esporte a motor, tem uma equipe na NASCAR com quatro carros já há mais 10 anos e conseguiu um título de pilotos em 2011. E o mais importante: tem uma situação financeira extremamente sólida e excelentes condições de atrair patrocinadores. Pelo que parece, depois do fracasso da natimorta USF1, a FIA conseguiu finalmente atrair gente séria do lado de cá do Atlântico para compor o grid. A Federação ainda analisa o pedido de inscrição de uma tal “Forza Rossa”, equipe romena ligada a um grupo comandado pelo nada confiável Collin Kolles. Essa aí me cheira a mutreta de uma outra “rossa”, que sempre foi chegada numa maracutaia…

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O homem que botou os EUA de volta ao grid

Prefeitura de São Paulo renova o contrato com a FOM até 2020 – Serão mais seis temporadas garantidas para o GP do Brasil em Interlagos. O acordo assinado entre o prefeito Fernando Haddad e Bernnie Ecclestone exclui a proposta original de se construir os boxes na Reta Oposta, mantendo a configuração atual. Os boxes e paddock serão reformados e a pista recapeada.

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Mais seis temporadas em Interlagos

Jean Todt diz poder repensar pontuação dobrada em Abu Dhabi – Motivado pelas reações negativas dos fãs, que acreditam ser uma idiotice completa, Jean Todt admite que talvez seja necessário rever essa regra imbecil (todos os adjetivos pejorativos são por minha conta). Enfim alguma coisa que presta.

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Um pouco de bom senso de Todt

Pilotos à beira da anorexia – OK, essa chamada foi sensacionalista, mas é quase isso que vem acontecendo. Como os sistemas de recuperação de energia e novos motores turbo trouxeram um peso extra aos carros, a FIA aumentou o limite mínimo de peso dos mesmos. O problema é que o aumento de 50 Kg (se não me engano) não foi o suficiente e, para compensar, o pilotos vêm fazendo dietas extremamente rigorosas para não comprometer o desempenho dos carros, e muitos deles estão, literalmente, à beira da desnutrição. Jean-Éric Vergne chegou a ser internado entre os GPs da Austrália e Malásia, devido à fraqueza causada pela dieta extrema. As equipes já enviaram um pedido formal à Federação para a revisão e aumento do peso mínimo dos carros, o que só poderá ser modificado no ano que vem e se houver unanimidade.

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Impressiona a magreza de Vergne

Esse é o primeiro resumão de notícias do SF1T. Sempre que tiver algo de relevante fora das corridas, eu venho aqui e faço outro destes.

E fiquem por aí, que ainda hoje eu volto com a Quinzena das Nanicas.

SF1T Rádio (2)

E tá aí a nova edição do SF1T Rádio. Hoje falando sobre Emerson Fittipaldi, a equipe Fittipaldi, Michael Schumacher e umas e outras escapadas da pauta. E dessa vez, além do Marcelo, a gente teve o reforço do Welignton Ferreira, jornalista gente boníssima, e o doido do Maurício Fox, que tava lá no estúdio fazendo a gente rir…

Ouçam aí, perdoem alguns errinhos (tem hora que a memória trai a gente), e deixem o feedback!

Top Alguma Coisa – Schumacher

Voltando das férias!

Eu relutei muito antes de fazer essa postagem, afinal, eu nunca fui fã de Michael Schumacher, muito pelo contrário. Na verdade, eu sempre torci contra o alemão queixudo, principalmente na época da sua disputa contra Mika Häkkinen (o finlandês da McLaren foi meu primeiro ídolo pós Senna, Piquet e Prost). Mas é inegável o valor e a importância do alemão na história da Fórmula 1.
Então, aí vão os seis momentos mais marcantes da carreira dele, pra mim (em ordem cronológica).

GP da Bélgica de 1991 – A estreia de Schumacher na Fórmula 1 deveria, mesmo, ser condizente com a lenda que ele se tornaria. O piloto alemão substituía o belga Bertrand Gachot na Jordan, e logo na sua primeira sessão de qualificação, numa pista que ele nunca tinha andado (é o que diz a lenda), consegue um excelente sétimo tempo, melhor posição de largada do time até então. O desempenho do novato impressionou tanto, que na corrida seguinte, o GP da Itália, Schumacher já estava na Benetton, dividindo o time com o tricampeão Nélson Piquet.

GP da Austrália de 1994 – A temporada de 1994 foi uma das mais, digamos, estranhas da história da Fórmula 1. Além das tragédias que foram as mortes de Ratzenberger e Senna em Ímola, o campeonato foi marcado por vários outros acidentes graves (Barrichello, também em Ímola, Karl Wendlinger, em Mônaco, Pedro Lamy, Jean Alesi e outros), suspeitas de irregularidades nos carros da Benetton (sistema de abastecimento, controle de tração escondido), e punições. E um dos pilotos punidos foi Schumacher, que tomou duas corridas de gancho (Itália e Portugal), além de ter sido desclassificado nos GPs da Grã-Bretanha e Bélgica. Por conta disso, a decisão da temporada se arrastou até a última etapa, o GP da Austrália, em Adelaide. Lógico que uma temporada tão maluca, não poderia terminar de forma normal, e o fim dela todo mundo conhece: Schumacher erra, sai da pista e, na volta, joga seu Benetton pra cima do Williams de Damon Hill, forçando o abandono de ambos. Como o alemão só precisava que o britânico não marcasse mais pontos do que ele nessa prova, ele chega ao seu primeiro título mundial, numa polêmica que rende discussões até hoje.

GP da Europa de 1997 – Mais uma decisão de título polêmica entre Schumacher e um piloto da Williams. Mas dessa vez, o alemão se daria mal… A temporada de 1997 vinha sendo duríssima para o alemão, já na Ferrari. Com a Williams tendo o melhor carro, e o time italiano ainda não estando no ponto de se tornar a máquina de vitórias que seria nos anos seguintes, a disputa foi ponto a ponto entre Schumacher e Villeneuve. E veio a última prova do ano, o GP da Europa, em Jerez de La Frontera. Um adendo: A princípio, essa corrida não constava do calendário da temporada de 1997, ela entrou substituindo o GP de Portugal, que foi cancelado, devido às condições ruins em que se encontrava o autódromo do Estoril. Voltando a Jerez. No sábado, na sessão de classificação, o primeiro momento marcante: Villeneuve, Schumacher e Frentzen, nessa ordem, marcaram exatamente o mesmo tempo: 1:21.072. O regulamento dizia que em caso de tempos iguais na classificação, largaria na frente o piloto que o marcasse primeiro. Nesse caso, o canadense foi o pole, seguido pelo alemão da Ferrari, e pelo alemão da Williams. O que se viu foi uma corrida tensa, em que Schumacher não poderia deixar o rival vencer de jeito nenhum. Depois da segunda rodada de pit-stops, os dois finalmente se encontraram na pista, no hairpin, e o filme de Adelaide se repetiu em parte: os dois se tocaram, Schumacher abandonou, mas Villeneuve seguiu, meio que aos trancos e barrancos com danos em um dos radiadores, mas cruzou a linha em terceiro e conquistou seu único título na Fórmula 1. Dessa vez a FIA entendeu que Schumacher causou o acidente e cassou todos os seus pontos, mas manteve as vitórias. Com isso, Frentzen herdou o vice-campeonato, e os detratores de Schumacher tiveram ainda mais munição contra o alemão.

GP da Grã-Bretanha de 1999 – Mais uma temporada que vinha bastante disputada. O adversário da vez era Mika Häkkinen, talvez o maior e mais difícil adversário da longa carreira de Schumacher. O finlandês defendia o título, enquanto o alemão vinha, mais uma vez, brigando para conseguir o tricampeonato. E em 1999 já fazia 20 anos que a Ferrari não vencia o título mundial de pilotos (o último havia sido em 1979, com Jody Scheckter). Até o GP da França a briga vinha sendo dura, mas com vantagem para o piloto da McLaren. Em Silverstone, o finlandês marca a pole e Schumacher larga em segundo. Mas logo na largada, o piloto da Ferrari sofre um forte acidente e quebra sua perna direita, ficando de fora de seis corridas e tendo que adiar o sonho do tricampeonato, e o sonho de tirar a Ferrari da fila. Esse foi o mais grave acidente da carreira de Schumacher na Fórmula 1.

GP do Japão de 2003 – Em 2003 a situação era um pouco diferente: Schumacher já era pentacampeão mundial e detinha praticamente todos os recordes da Fórmula 1. Mas ele queria mais, queria superar a marca de Fângio que ele igualara no ano anterior. Mas ao contrário do que foi a temporada de 2002, a de 2003 não seria moleza. A Ferrari ainda tinha um excelente carro e, o alemão, muita lenha para queimar. Mas havia uma oposição bem mais forte, com a Williams e seu FW25 e o poderoso motor BMW, e a McLaren, que se fracassou no novo MP4/18 (gravíssimos problemas estruturais), conseguiu um ótimo trabalho na atualização do MP4/17, na versão D. E foi uma disputa acirrada, com Schumacher dominando o início da temporada mas vendo as Williams (Montoya) crescendo a partir da metade, e a impressionante regularidade de Raikkönen. Esse cenário fez com que a disputa do título se arrastasse até o fim, sendo decidido na última etapa, no GP do Japão, em Suzuka. Schumacher precisaria de apenas um ponto, no caso de Raikkönen não vencer. E foi uma prova bem complicada, com Schumacher tendo que precisar recuperar posições duas vezes, chegando em oitavo, mas com o título garantido pela vitória de Rubens Barrichello. Assim, Schumacher chega ao seu sexto título mundial, superava Fângio, e se tornava, cada vez mais, uma lenda.

GP de Mônaco de 2012 – Depois de vencer tudo o que tinha direito e quebrar todos os recordes possíveis e imagináveis, ao final da temporada de 2006, Schumacher resolve “pendurar o capacete” e partir para uma merecida aposentadoria. Mas a gente sabe como são os pilotos, principalmente os campeões: não se contentam em levar uma vida comum e tranquila de aposentado. Então, ao final de 2009, o alemão é anunciado como titular da Mercedes, que voltava à Fórmula 1 com equipe própria depois de uma ausência de 55 anos, para disputar as próximas temporadas. Infelizmente, a equipe da estrela de três pontas não consegue um carro tão competitivo quanto Ferrari, McLaren e Red Bull, e os três anos fora, além dos mais de 40 de idade, pesaram, e Schumacher teve um desempenho bem discreto ao longo do tempo em que estava com o time, sem poles, pódios ou vitórias. Mas no GP de Mônaco de 2012, o velho Schumi faria uma exibição que lembraria seus anos de glórias. Vira o bom tempo de 1:14.381, que seria a pole-position mas, devido a uma punição por causar um acidente com Bruno Senna na prova anterior, na Espanha, Schumacher perdeu cinco posições no grid e largou em sexto. Mesmo assim, foi um momento muito marcante, por poder se ver, depois de seis anos, aquele velho piloto mestre em voltas voadoras, mesmo que por apenas um único fim de semana.

Esta é a minha lista, pessoal. Quem tiver mais momentos marcantes da carreira de Schumacher e quiser compartilhar, fique à vontade nos comentários. E continuemos torcendo para que ele se recupere logo, e sem sequelas.

90’s – Iguais

Jerez de La Frontera, Espanha, 25 de Outubro de 1997, treinos classificatórios para o Grande Prêmio da Europa, a última corrida do ano.  Aquela que definiria o campeonato entre Michael Schumacher e Jacques Villeneuve.

Como todo mundo sabe, Jerez é uma das pistas mais travadas que já passaram pelo calendário da Fórmula 1, e largar na frente é essencial para quem quiser vencer a prova. Ainda mais numa decisão de título.

Pois assistam ao vídeo acima e vejam o que aconteceu.

É esse tipo de coisa que me faz amar esse esporte!

Top Alguma Coisa – Os Melhores

E lá vem mais uma edição do Top Alguma Coisa. Dessa vez, vou listar os dez pilotos que, na minha opinião, são os melhores de todos os tempos na Fórmula 1.

Quero deixar bem claro que essa lista é pessoal, e meus critérios para a elaboração da mesma são bem subjetivos, portanto eu não me julgo na obrigação de explicá-los.

Como eu não sou jornalista e nem pretendo ser, eu também não me vejo obrigado a seguir a tal da imparcialidade tão recomendada nos manuais jornalísticos.

Quem quiser, fique à vontade para fazer sua própria lista ou criticar a minha nos comentários. Lógico, com educação e respeito.

Então vamos lá.

10º lugar – Stirling Moss

O único dessa lista que nunca foi campeão mundial. Mas nem por isso Sir Stirling Moss deve ser menosprezado. Ele foi um dos melhores pilotos de seu tempo. Numa época dominada pelo argentino Juan Manuel Fangio, Moss conquistou 16 vitórias e quatro vice-campeonatos na Fórmula 1.

9º lugar – Niki Lauda

Niki Lauda é até hoje reverenciado como um dos grandes, e não é à toa. O austríaco foi tricampeão mundial, nos anos de 1975, 1977 e 1984. Em 1976 sofreu um dos mais terríveis acidentes da Fórmula 1, em Nürburgring, e quase morreu queimado, mas voltou pouco depois, e ainda ficou com o vice-campeonato. Tinha um estilo de pilotagem frio, calculista e muito limpo, que lhe valeu o apelido de “Computador” no meio automobilístico.

8º lugar – Michael Schumacher

O multi-campeão Michael Schumacher é um dos pilotos mais polêmicos de todos os tempos. Todos reconhecem sua incrível habilidade, mas o alemão é mais lembrado pela conduta um tanto quanto suja e anti-desportiva nas pistas, o que lhe valeu o apelido de “Dick Vigarista”. Com sete títulos mundiais, 91 vitórias, 68 poles, Schumacher detém todos os recordes da categoria.

7º lugar – Ayrton Senna

Agora eu vou mexer com um dos grandes dogmas da Fórmula 1. Muitos podem dizer “quem esse gordo safado pensa que é pra colocar o Senna em 7º?”. Pois é, meus critérios não são normais. É lógico que eu sou um grande fã do Senna, mas na minha opinião ele não é o maior de todos. Mesmo sendo um gênio, ele tinha vários defeitos, e muito graves, e o principal deles era não respeitar seus próprios limites, o que fazia com ele errasse bastante. Lógico que isso era compensado com sua incrível velocidade (notadamente em qualificação), capacidade de superação e seu enorme carisma, que fez com que ele se tornasse um dos maiores ídolos do esporte a motor de todos os tempos.

6º lugar – Alain Prost

Agora eu sou agredido na rua… Muita gente odeia o Prost pelo simples fato de que ele tem números melhores que os do Senna na Fórmula 1. Mas sinceramente, eu acho que o francês tetracampeão era um piloto mais seguro e mais inteligente que seu arqui-rival. Prost tinha uma habilidade incrível em ser rápido e explorar tudo que seu carro podia oferecer, sem contar que ele deixava qualquer um maluco quando resolvia fazer pressão. Tudo isso fez com que ele recebesse o apelido de “Professor”, e quem viu o francês correr (como eu vi) pode confirmar que não foi à toa.

5º lugar – Nelson Piquet

Esse sim é um bom motivo pra eu ser acertado por um atirador de elite enquanto tomo minha cerveja num boteco. Afinal, que tipo de pessoa sem noção coloca o “invejoso” e “maldoso” do Piquet na frente do Senna em uma lista de melhores de todos os tempos? Sim, meus caros leitores, eu nunca escondi que o Nelsão é meu piloto favorito. Eu acho que o carioca fanfarrão foi um dos mais completos e habilidosos pilotos de todos os tempos. Piquet sabia como ninguém acertar um carro, criou soluções geniais para ganhar vantagem sobre os concorrentes, como os aquecedores de pneus e o pit-stop usado como elemento estratégico, além de ser extremamente regular. Sem contar sua língua ferina e sua postura do tipo “foda-se o politicamente correto”. Em suma: ele é foda!

4º lugar – Emerson Fittipaldi

Sim, o Rato é, de fato, o melhor piloto brasileiro de todos os tempos. Numa época em que quase ninguém sabia o que era a tal de Fórmula 1, ele foi pra Europa e mostrou ao mundo do que era feito. Peitou todo mundo e foi campeão disputando com feras com Jackie Stewart, Denny Hulme, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Mario Andretti, Ronnie Peterson e outros. Só por isso já merecia ser lembrado. Mas, além disso, ainda teve peito de ter sua própria equipe com seu irmão Wilsinho. Depois da Fórmula 1, quando todo mundo achava que ele já era, foi pros EUA e venceu duas Indy 500 e foi campeão da Indy, em 1989.

3º Lugar – Jackie Stewart

Um dos últimos gentlemen da Fórmula 1, Jackie Stewart tinha uma habilidade fora do comum ao guiar um carro de corrida. O cara que já foi chamado de “Homem Vacilante”, foi um dos grandes defensores da melhoria das condições de segurança na categoria. Mas nunca fugiu à luta, e quando precisava, demonstrava uma coragem fora do normal, como no GP da Alemanha de 1968, onde deu show sob chuva torrencial em Nürburgring, pista a qual odiava. Foi tricampeão, e abandou as pistas no auge de sua carreira, chocado com a morte de seu grande amigo François Cevert.

2º lugar – Jim Clark

Pode-se dizer que Clark foi o piloto preferido de Colin Chapman. Além de sempre ter defendido o Team Lotus, Clark era muito amigo de Chapman. Era muito rápido, muito consistente e de uma habilidade incrível. Clark pode ser considerado como o primeiro grande ídolo global do automobilismo, era uma espécie de Ayrton Senna de sua época, tanto que sua morte causou uma comoção nunca antes vista na história da Fórmula 1. Foi bicampeão, vencendo as temporadas de 1963 e 1965.

1º lugar – Juan Manuel Fangio

Sobre o argentino Juan Manuel Fangio, vou dizer o mesmo que disse há algum tempo atrás, na comemoração de seu centenário: Numa época em que não havia controle de tração, controle de largada, nenhum tipo de ajuda eletrônica, nem freios a disco, nem capacetes nem mesmo cinto de segurança, e que morriam cerca de dois ou três pilotos por temporada, esse cara foi cinco vezes campeão mundial e sobreviveu para contar sua história.

Não há muito que falar, a história mostra isso. Por mais que muitos só enxerguem os números (em termos absolutos), ou sigam o fanatismo cego, não há como não considerar o Fangio como o maior de todos os tempos.

Fazer o que ele fez, na época em que ele fez, não é coisa para poucos, é coisa para um só.