80’s – Segura!

Riccardo Patrese tentando segurar seu Alfa Romeo 185T em Ímola, 1985.

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90’s – Concentração

Sem muito o que dizer hoje. Morrendo de dor na coluna e completamente dopado de analgésico.

Fiquem com essa bela foto, mostrando toda a concentração de Riccardo Patrese a bordo de seu Williams FW14B.

80’s – Que é Isso?

Sempre que se fala nos bons tempos da Williams, todo mundo logo se lembra da fase entre 1985 e 1997, e sempre vem à mente aquela bela pintura azul amarela e branca, usada entre 1985 e 1993, e os número 5 e 6 pintados no bico, e número 5 em vermelho, e é instantâneo associá-lo ao “Leão” Nigel Mansell.

Mas o amigo leitor olha essa foto e diz: “Mas Schelb, esse aí com o Red 5 é o Patrese!!??”

Sim, é o Riccardo Patrese. E sim, é muito estranho.

Bem, isso foi no GP da Austrália de 1987. O Piquet já tinha levado o título, e o Mansell, que sofreu um acidente nos treinos do GP do Japão e ficou de fora da corrida, também não foi à Austrália, alegando que ainda não estava bem o suficiente para correr. Então coube ao Patrese o carro do “Leão”, e essa foi a única vez que o mítico Red 5 foi guiado por outro piloto que não fosse Nigel Mansell.

Um vídeo interessante

Hoje eu trago aqui um vídeo com várias imagens do Brabham BT55/BMW, carro guiado por Riccardo Patrese, Elio De Angelis e Derek Warwick na temporada de 1986. Esse não chega a ser um dos grandes carros da lendária escuderia do Old Jack (na época ja pertencente a Bernie Ecclestone). O que chama a atenção nesse vídeo é a trilha sonora, a belíssima música Back To The Light, do eterno guitarrista do Queen, Sir Brian May.

Fãs do velho mestre das seis cordas, divirtam-se

Williams FW14B

Hoje eu vou falar daquele que, na minha opinião, é um dos carros mais marcantes da Fórmula 1: o Williams FW14B, usado pelo time de Grove na temporada de 1992.

A Lenda FW14B

Eu tenho esse carro guardado de uma maneira muito forte na minha memória. Em 1992 eu estava começando a acompanhar as corridas de uma forma mais assídua, e com 8 anos de idade, aquele carro, com aquela pintura amarela, azul e branca  e aquele número 5 pintado de vermelho no bico, me impressionou bastante, principalmente quando eu via, nos treinos, ele subindo e descendo através da suspensão ativa.

O carro, que é uma atualização do já excelente FW 14, foi desenhado pelo então promissor Adrian Newey, sob a supervisão de Patrick Head, e trazia grandes inovações que Newey já havia testado em seus modelos desenvolvidos para a March – Leyton House , como a entrada de ar integrada ao santantônio, o bico de perfil curvo com a asa um pouco mais alta e o assoalho bem baixo.

Basicamente era quase o mesmo carro de 1991, mas alguns detalhes fizeram com que esse carro se tornasse um dos mais lendários de todos os tempos.

O FW14, de 1991

A começar pela Suspensão Ativa. A Williams já vinha desenvolvendo esse projeto no FW11B, carro pilotado por Nigel Mansell e Nelson Piquet na temporada de 1987, mas devido aos altos custos, o projeto foi engavetado. Essa era a principal carta na manga de Frank Williams, para a temporada de 1991. O sistema funciona da seguinte forma. Os amortecedores e molas são substituídos por atuadores hidráulicos, pistões ligados a reservatórios de óleo pressurizado. Uma válvula comandada eletronicamente injeta mais óleo quando deve endurecer a suspensão, e deixa óleo sair para afrouxar. A leitura da pista é feita por sensores nas barras da suspensão, que mandam as informações para dois computadores de bordo, que calculam o movimento dos atuadores.

Além desse sistema de suspensão ativa, o carro contava com câmbio semi-automático, freios ABS e controle de tração. Além de um poderoso conjunto aerodinâmico com os já citados bico curvo e asa mais alta, que geravam um excelente downforce para o carro

Detalhe dos braços de suspensão do FW14B

Detalhe do conjunto aerodinâmico frontal do FW14B

Outro grande trunfo era o excelente motor Renault RS4 V10, o mais potente e confiável entre todos os que foram utilizados na temporada

O motor Renault RS4 V10

Com todos esses “truques”, não é de se espantar que a Williams tenha “passeado” na temporada de 1992, engolindo a concorrência, e o FW14B tenha sido apelidado, por Ayrton Senna, de “carro de outro mundo”. É considerado por muitos como o melhor carro de Fórmula 1 de todos os tempos, um verdadeiro clássico.

Mansell engoliu a concorrência em 1992 a bordo do FW14B

Vídeo da tv japonesa mostrando o funcionamento da suspensão ativa (detalhe dos mecânicos de bermuda e camiseta, outros tempos…)

Ultrapassagem de Mansell sobre Senna em Moza, 1992 – o vídeo esta com o nome errado – (ouça o belo ronco do Renault RS4 V10, e veja uma cagadinha típica do Leão)