50’s – Marrocos 1958

Saiu hoje no Grande Prêmio a notícia de que Bernie Ecclestone está negociando a volta da Fórmula 1 ao Marrocos, depois de mais de 55 anos. Aproveitando disso, vai aí um videozinho de partes da única corrida válida pelo mundial, disputada por lá, em 1958. A corrida, última etapa da temporada, foi vencida por Stirling Moss, e ficou marcada pela morte de Stuart Lewis Evans, e pela confirmação do título de Mike Hawthorn.

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Top Alguma Coisa – Os Melhores

E lá vem mais uma edição do Top Alguma Coisa. Dessa vez, vou listar os dez pilotos que, na minha opinião, são os melhores de todos os tempos na Fórmula 1.

Quero deixar bem claro que essa lista é pessoal, e meus critérios para a elaboração da mesma são bem subjetivos, portanto eu não me julgo na obrigação de explicá-los.

Como eu não sou jornalista e nem pretendo ser, eu também não me vejo obrigado a seguir a tal da imparcialidade tão recomendada nos manuais jornalísticos.

Quem quiser, fique à vontade para fazer sua própria lista ou criticar a minha nos comentários. Lógico, com educação e respeito.

Então vamos lá.

10º lugar – Stirling Moss

O único dessa lista que nunca foi campeão mundial. Mas nem por isso Sir Stirling Moss deve ser menosprezado. Ele foi um dos melhores pilotos de seu tempo. Numa época dominada pelo argentino Juan Manuel Fangio, Moss conquistou 16 vitórias e quatro vice-campeonatos na Fórmula 1.

9º lugar – Niki Lauda

Niki Lauda é até hoje reverenciado como um dos grandes, e não é à toa. O austríaco foi tricampeão mundial, nos anos de 1975, 1977 e 1984. Em 1976 sofreu um dos mais terríveis acidentes da Fórmula 1, em Nürburgring, e quase morreu queimado, mas voltou pouco depois, e ainda ficou com o vice-campeonato. Tinha um estilo de pilotagem frio, calculista e muito limpo, que lhe valeu o apelido de “Computador” no meio automobilístico.

8º lugar – Michael Schumacher

O multi-campeão Michael Schumacher é um dos pilotos mais polêmicos de todos os tempos. Todos reconhecem sua incrível habilidade, mas o alemão é mais lembrado pela conduta um tanto quanto suja e anti-desportiva nas pistas, o que lhe valeu o apelido de “Dick Vigarista”. Com sete títulos mundiais, 91 vitórias, 68 poles, Schumacher detém todos os recordes da categoria.

7º lugar – Ayrton Senna

Agora eu vou mexer com um dos grandes dogmas da Fórmula 1. Muitos podem dizer “quem esse gordo safado pensa que é pra colocar o Senna em 7º?”. Pois é, meus critérios não são normais. É lógico que eu sou um grande fã do Senna, mas na minha opinião ele não é o maior de todos. Mesmo sendo um gênio, ele tinha vários defeitos, e muito graves, e o principal deles era não respeitar seus próprios limites, o que fazia com ele errasse bastante. Lógico que isso era compensado com sua incrível velocidade (notadamente em qualificação), capacidade de superação e seu enorme carisma, que fez com que ele se tornasse um dos maiores ídolos do esporte a motor de todos os tempos.

6º lugar – Alain Prost

Agora eu sou agredido na rua… Muita gente odeia o Prost pelo simples fato de que ele tem números melhores que os do Senna na Fórmula 1. Mas sinceramente, eu acho que o francês tetracampeão era um piloto mais seguro e mais inteligente que seu arqui-rival. Prost tinha uma habilidade incrível em ser rápido e explorar tudo que seu carro podia oferecer, sem contar que ele deixava qualquer um maluco quando resolvia fazer pressão. Tudo isso fez com que ele recebesse o apelido de “Professor”, e quem viu o francês correr (como eu vi) pode confirmar que não foi à toa.

5º lugar – Nelson Piquet

Esse sim é um bom motivo pra eu ser acertado por um atirador de elite enquanto tomo minha cerveja num boteco. Afinal, que tipo de pessoa sem noção coloca o “invejoso” e “maldoso” do Piquet na frente do Senna em uma lista de melhores de todos os tempos? Sim, meus caros leitores, eu nunca escondi que o Nelsão é meu piloto favorito. Eu acho que o carioca fanfarrão foi um dos mais completos e habilidosos pilotos de todos os tempos. Piquet sabia como ninguém acertar um carro, criou soluções geniais para ganhar vantagem sobre os concorrentes, como os aquecedores de pneus e o pit-stop usado como elemento estratégico, além de ser extremamente regular. Sem contar sua língua ferina e sua postura do tipo “foda-se o politicamente correto”. Em suma: ele é foda!

4º lugar – Emerson Fittipaldi

Sim, o Rato é, de fato, o melhor piloto brasileiro de todos os tempos. Numa época em que quase ninguém sabia o que era a tal de Fórmula 1, ele foi pra Europa e mostrou ao mundo do que era feito. Peitou todo mundo e foi campeão disputando com feras com Jackie Stewart, Denny Hulme, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Mario Andretti, Ronnie Peterson e outros. Só por isso já merecia ser lembrado. Mas, além disso, ainda teve peito de ter sua própria equipe com seu irmão Wilsinho. Depois da Fórmula 1, quando todo mundo achava que ele já era, foi pros EUA e venceu duas Indy 500 e foi campeão da Indy, em 1989.

3º Lugar – Jackie Stewart

Um dos últimos gentlemen da Fórmula 1, Jackie Stewart tinha uma habilidade fora do comum ao guiar um carro de corrida. O cara que já foi chamado de “Homem Vacilante”, foi um dos grandes defensores da melhoria das condições de segurança na categoria. Mas nunca fugiu à luta, e quando precisava, demonstrava uma coragem fora do normal, como no GP da Alemanha de 1968, onde deu show sob chuva torrencial em Nürburgring, pista a qual odiava. Foi tricampeão, e abandou as pistas no auge de sua carreira, chocado com a morte de seu grande amigo François Cevert.

2º lugar – Jim Clark

Pode-se dizer que Clark foi o piloto preferido de Colin Chapman. Além de sempre ter defendido o Team Lotus, Clark era muito amigo de Chapman. Era muito rápido, muito consistente e de uma habilidade incrível. Clark pode ser considerado como o primeiro grande ídolo global do automobilismo, era uma espécie de Ayrton Senna de sua época, tanto que sua morte causou uma comoção nunca antes vista na história da Fórmula 1. Foi bicampeão, vencendo as temporadas de 1963 e 1965.

1º lugar – Juan Manuel Fangio

Sobre o argentino Juan Manuel Fangio, vou dizer o mesmo que disse há algum tempo atrás, na comemoração de seu centenário: Numa época em que não havia controle de tração, controle de largada, nenhum tipo de ajuda eletrônica, nem freios a disco, nem capacetes nem mesmo cinto de segurança, e que morriam cerca de dois ou três pilotos por temporada, esse cara foi cinco vezes campeão mundial e sobreviveu para contar sua história.

Não há muito que falar, a história mostra isso. Por mais que muitos só enxerguem os números (em termos absolutos), ou sigam o fanatismo cego, não há como não considerar o Fangio como o maior de todos os tempos.

Fazer o que ele fez, na época em que ele fez, não é coisa para poucos, é coisa para um só.

50’s – Revolução

Grande Prêmio da Argentina de 1958. Quando cruzou a linha de chegada em primeiro lugar no seu Cooper T43/Climax, Sir Stirling Moss talvez nem soubesse, mas dava início ali a uma das mais importantes revoluções da história do esporte a motor: Era a primeira vez que um carro com motor traseiro vencia um GP de Fórmula 1.

Interessante notar que essa vitória não foi de um carro oficial da Cooper, mas de um T43 da Rob Walker Racing.

60’s – Primeira

A primeira vitória é sempre inesquecível, se for em Mônaco então, se torna algo ainda mais especial.

Não estou falando da primeira vitória do homem a bordo do carro nessa foto, o genial Sir Stirling Moss, que foi na Grã-Bretanha, cinco anos antes. Falo da primeira vitória de outro ícone do automobilismo mundial, a Lotus.

Nesse GP de Mônaco de 1960, o “Campeão Sem Título” deu a um carro de Colin Chapman sua primeira vitória na Fórmula 1, mas curiosamente, não foi uma vitória do Team Lotus, já que o Lotus 18 usado por ele era da Rob Walker Racing Team, a mais bem-sucedida equipe privada da categoria. A primeira vitória do Team Lotus viria apenas no ano seguinte, nos EUA.

Como eu já disse, na foto Sir Srtiling Moss vencendo o GP de Mônaco de 1960.