Top Alguma Coisa – Bizarros

Bizarros, feios, estranhos. Esses são os adjetivos mais associados aos carros da temporada de 2014. Mas, obviamente, essa situação não é “privilégio” dos novos carros. Antigamente também existiam uns modelos bem esquisitinhos. Vamos então à lista:

March 711 (1971):

march 711

O primeiro carro da lista é um verdadeiro clássico (e um clichê, também). O formato e a posição totalmente incomuns da asa dianteira, resultado das experiências de um tempo em que a aerodinâmica ainda engatinhava no esporte a motor, resultaram nos apelidos de “tábua de passar roupa” ou “prancha de surf”. Foi um carro muito bem sucedido, mesmo sem vitórias, levando o sueco Ronnie Peterson ao vice campeonato em 1971.

Ferrari 312B3 (1974):

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Este carro da “Máfia de Maranello” nem chegou a disputar um grande prêmio. Era para ser uma evolução do 312B3 do ano anterior, mas além de ser feio e lembrar uma enorme pá de retirar neve (apelido que foi dado ao protótipo, inclusive) não era lá muito eficiente, e foi abandonado, em prol de um projeto mais tradicional.

March 751 (1975):

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Outro carro da March, desta vez o modelo 751, de 1975, numa configuração de asa traseira um pouco diferente para o GP da Espanha daquele ano. Essa foi mais uma bizarra experiência aerodinâmica que não deu muito certo, e foi abandonada logo depois.

ATS H1 (1978):

ats hs1

Esse foi o primeiro carro construído pela equipe germânica para a disputar o Mundial. Não era rápido, muito menos bonito, e não sei, eu não entendo muito de aerodinâmica, mas esse formato do cockpit não me parece ser muito ideal nos propósitos aerodinâmicos…

Ensign N179 (1979):

ensign n179

Dessa lista de seis carros, chegamos ao quinto dos anos 70, o que me faz pensar seriamente que essa foi a época onde os engenheiros da Fórmula 1 mais pensaram em “soluções” bizarras. O Ensign N178 tinha uma “escadaria” na frente, que era composta pelos radiadores (de água e de óleo), numa tentativa de liberar espaço nas laterais para tentar potencializar o efeito-solo. Não deu certo, e além de lento, o carro é considerado por muita gente como o mais feio Fórmula 1 de todos os tempos.

Tyrrell 025 (1997):

tyrrell 025

Esses apêndices aerodinâmicos foram a grande sensação da Fórmula 1 em meados dos anos 90 e esse foi um dos primeiros (ou o primeiro) carro a adotá-lo. Mas em 1997 a Tyrrell já não era mais a grande equipe que tinha sido no passado, e nem mesmo as asas extras conseguiram fazer do 025 um carro rápido.

Esses são os seis da minha lista, quem quiser fique à vontade para fazer a sua nos comentários. E aí, quais são os carros mais bizarros da Fórmula 1 para vocês?

Naked F1 – Tyrrell 008

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Sir Jackie Stewart dando um rolê com um Tyrrell 008 em Mônaco, no ano de 1978. Nessa época o tricampeão tinha um programa de TV, em que ele testava carros de F1, e de outras categorias, e dava suas impressões. Não tenho certeza, mas é provável que essa foto tenha a ver com isso.

Vende-se

Era bem fácil comprar um F1 nessa época, bastava juntar uma graninha. Tinha Lotus, Tyrrell, Hesketh, e o Fitti, em destaque no anúncio. E ainda dispunham de servços de preparação e management.

Vi isso no Jalopnik Brasil, e não resisti!

Naked F1 – Tyrrell P34

Mais uma seção nova por aqui. Pegando o gancho na foto do Williams FW08 sem carenagem que eu postei outro dia, resolvi criar essa série.

Então aí está, o clássico Tyrrell P34 sem a carenagem e também sem as rodas.

Meus agradecimentos ao Ron Groo por sugerir o nome.

Top Alguma Coisa – Os Mais Belos

E hoje eu vou inaugurar mais uma seção aqui. Todo mundo faz postagens do tipo top 10 e essas coisa. Eu resolvi fazer isso também. É divertido, e é bom pra encher lingüiça quando não se tem muito assunto.

Então, para inaugurar a seção Top Alguma Coisa, vou aproveitar o gancho da última postagem, e falar um pouco dos carros que, em minha opinião, são os mais bonitos de todos os tempos na Fórmula 1. Quem quiser, faça também a sua lista nos comentários.

10º lugar – Tyrrell 006, 1973

Francois Cevert, aparentemente em Mônaco

Eu confesso que eu acho os carros dos anos 70, em geral, muito feios. Mas esse Tyrrell 006 é bem bonitão. Eu gosto do layout dele, com esse símbolo da ELF gigantesco na frente e, considerando-se que é um carro dos anos 70, até que o conjunto é bem harmonioso. Sem contar que combina perfeitamente com o capacete do Cevert.

9º Lugar – Toleman TG184, 1984

Ayrton Senna, Brands Hatch, 1984

Provavelmente o povo vai questionar essa escolha. Eu não sei exatamente o porquê, mas eu gosto muito desse carro, acho fantástica a disposição das asas traseiras, sem contar a pintura, linda. Além de tudo, tem um enorme valor sentimental, já que foi o carro em que Ayrton Senna estreou na Fórmula 1.

8º lugar – Mercedes-Benz W196, 1954 e 1955

Fangio em Spa-Francorchamps, 1955

Eu devo dizer que meu maior interesse nos carros dos anos 50 é tentar entender como os caras tinham coragem de andar naquelas genringonças. Mas é inegável que a Mercedes conseguiu fazer um carro que, além de ser extremamente eficiente, era muito bonito, tanto na versão open wheel, quanto na streamliner.

7º lugar – Lotus 49, 1967 a 1970

Jim Clark, Zandvoort, 1967

Esse é uma jóia dos anos 60. É impressionante a capacidade que Colin Chapman tinha de fazer carros que eram, ao mesmo tempo, leves, rápidos e bonitos (apesar de serem frágeis como uma casca de ovo). O Lotus 49 não nega a sua linhagem, era lindo, rápido e revolucionário.

6º Lugar – Ferrari 126C2, 1982

Gilles Villeneuve, Jacarepaguá, 1982

Todo mundo sabe que eu odeio a Ferrari. Mas seria uma grande injustiça não citar o 126C2 nessa lista. Ele é de longe o carro mais bonito feito pela máfia de Maranello. Além disso, era um torpedo, corria igual notícia ruim. Mas era tão fraco em termos de segurança, que Nelson Piquet chegou a chamar o carro de “caixão sobre rodas”, e vivia insistindo que alguém ia acabar morrendo nele. Dito e feito: nos treinos do GP da Bélgica, o seu grande amigo Gilles Villeneuve acabou sofrendo um terrível acidente e não sobreviveu. Meses depois foi a vez de Didier Pironi sofrer outro grave acidente com o 126C2, que forçou sua aposentadoria.

5º Lugar – Brabham BT49, 1979 a 1982

Nelson Piquet, Mônaco, 1981

Outro que tem um enorme valor sentimental, afinal de contas, foi o carro que há 30 anos deu o primeiro título ao grande Nelson Piquet. É um dos carros com linhas mais harmoniosas que já rodaram pelos circuitos da Fórmula 1, e com um dos layouts mais bonitos e marcantes de todos os tempos, que é ao mesmo tempo simples e genial.

4º Lugar – Jordan 191, 1991

Bertrand Gachot, Interlagos, 1991

Outro que também tem um layout simples, mas muito marcante. A combinação do azul com verde, que geralmente fica estranha, funcionou perfeitamente bem nesse carro, que tem linhas bem arredondas, de extremo bom gosto.

3º Lugar – Lotus 91, 1982

Roberto Pupo Moreno, Zandvoort, 1982

Eu costumo dizer que as temporadas de 1982 e 1984 produziram os mais lindos carros da história da Fórmula 1. E para confirmar isso, mais um carro dessa temporada, e mais um da Lotus, nessa lista. Esse foi o penúltimo carro da equipe projetado por Colin Chapman. É um primor de design, principalmente nessa versão sem a asa dianteira, que deixa o carro ainda mais charmoso. Sem contar a mitológica pintura JPS, que deixa qualquer coisa linda.

2º Lugar – Williams FW14, 1991 e 1992

Nigel Mansell, Mônaco, 1992

Adrian Newey pode ser considerado como uma espécie de sucessor de Colin Chapman. Seus carros sempre trouxeram soluções geniais, sempre foram verdadeiros foguetes, e claro, sempre foram verdadeiras jóias, em termos de design. O FW14 não foge a essa regra. Sua versão B, de 1992 dominou o campeonato de tal maneira, que levou Ayrton Senna a dizer que se tratava de um caro de outro mundo. A combinação de cores também ajuda muito, além das linhas extremante elegantes. Sem contar esse número 5 pintado em vermelho. Lindo!

1º lugar – McLaren MP4/2, 1984 a 1986

Niki Lauda, Monza, 1984

Bem, eu já falei um pouco desse carro na última postagem. Eu sei que muita gente pode não gostar desse jeitão de tanque de guerra dele, mas eu acho que talvez seja justamente isso que me atrai tanto nele, sem contar o lendário layout Marlboro. Tudo era meio exagerado, era um carro meio gordinho, grandalhão, e tinha um motor que fazia dele um verdadeiro torpedo. Resultado: disputou três temporadas e papou o título de pilotos nas três.